O UNV ADVERTE: ATENÇÃO COM O QUE VOCÊ CONSOME NA WEB

Caríssimos leitores,
Quem conhece e acompanha, sabe que o UNV não é um espaço que se dedica a querelas, denúncias ou embates. Mas também não se furta, furtou ou furtará, sempre que se fizer necessário, à responsabilidade de seu principal papel que é o de gerar informação consciente, de qualidade, com propriedade, respeito e dignidade. Além de tentar contribuir, da melhor maneira possível, para desmistificar e rever conceitos e tabus a respeito da cultura e da sexualidade homoafetiva lésbica. Por todas essas razões me vi obrigada, mais uma vez, a denunciar o descaso e a irresponsabilidade de grupos que, travestidos de mídia de informação, focam apenas seus interesses comerciais, contribuindo ainda mais com a desinformação, reforçando conceitos ultrapassados o que, muitas vezes, acaba por funcionar ao contrário do que se pretende.
Se queremos chegar a algum lugar devemos nos questionar sobre a qualidade e o sentido que estamos dando ao nosso caminho. Temos essa responsabilidade que é inerente e compulsória à nossa condição, queiramos ou não. Temos de questionar e refletir se qualquer visibilidade é realmente melhor do que nenhuma visibilidade, por exemplo. Ou se realmente uma informação errada ou descuidada é melhor do que nenhuma informação.
Felizmente, temos um espaço a ser ocupado. Ele está na nossa frente, disponível para nós, graças aos tempo em que vivemos no que se refere aos meios de comunicação. A mídia já não é um privilégio de poucos, tanto no que diz respeito ao “fazer” quanto ao “consumir”. E é assim que deve ser. Todas as vozes! Todas as cores! Portanto, só nos cabe cuidar do espaço que temos e usá-lo com critério e responsabilidade.
A Internet é um excelente veículo de comunicação, com baixo custo e grande alcance. O que isso significa? Isso aumenta ou diminui os critérios que devem estar presente na ética de quem faz a mídia? Talvez essa seja a grande armadilha desse novo veículo: a sensação de descompromisso. Nunca se soube tanto nem tão pouco… sobre tudo. Nunca se falou, ou escreveu, tanto nem se refletiu tão pouco… sobre tudo. Nunca se informou tanto sem se questionar sobre a qualidade dessa informação. Então, para que serve esta informação? Para quem serve esta informação? Afinal, a quem serve essa informação?
E foi como leitora do site Mix Brasil e também como divulgadora da cultura e da sexualidade homoafetiva lésbica, que, pela segunda vez, me reportei aos responsáveis pelo veículo citado, solicitando a correção de termos, que julguei incorretos, num texto* dirigido a um público de cabeças em formação e, portanto, carente de informações de qualidade.
A falta de uma resposta, um retorno, uma correção ou satisfação, foi o que fez com que o episódio ganhasse as páginas desse blog.
Passado quase um mês e uma vez evidente que não há interesse por parte do site ou de seu/s editor/es a respeito de qualquer consideração sobre minhas observações, encerro aqui a questão mas não o assunto, consciente de que fiz a minha parte.
* Nota: apesar da baixíssima qualidade dos referidos textos - bobagens propagandeando e reforçando conceitos mistificados, estereotipados e ultrapassados - minha crítica se ateve apenas à utilização de termos inapropriados/incorretos.
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