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UMAS SE ORGULHAM, OUTRAS REJEITAM E AGORA HÁ ATÉ QUEM A DISPUTE

Dois habitantes de Lesbos, terceira maior ilha da Grécia, e um integrante de um grupo nacionalista entraram com uma ação judicial para reivindicar o uso exclusivo do termo “lésbico” à ilha…”
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Na contra-mão desses três gatos-babacas-pingados, a luta por aqui é outra:

NEM ISMO NEM LÉSBICO

Há pelo menos uma década nos pronunciamos favoráveis e apenas utilizamos o termo lesbianidade. Que assim seja. Lesbianidade diz respeito a uma prática cotidiana, recorrente e não a caracterização de uma patologia.

Além disso defendo que sempre que possível, e ressalto que sempre é, usemos a palavra lésbica, no feminino. A palavra lésbica só serve para designar lésbicas, portanto, mulheres. Não há homem lésbico.

Exemplos do uso da palavra lésbica no masculino e que facilmente seria transformada no feminino:

grupo lésbico
jornal lésbico
olhar lésbico
encontro lésbico
espaço lésbico blá, blá, blá.

Tudo isso pode e deve ser substituído por:

grupos de lésbicas,
jornal de lésbicas,
bar de lésbicas,
olhar das lésbicas,
espaço de ou para lésbicas.

A lesbianidade é minha prática de vida. De praticarem o lesbianismo foram acusadas nossas ancestrais. Dizia-se que praticavam algo como:

“doentio”
“bruxaria”
algo fora do “normal”
algo “pecaminoso”
“diabólico”
“irresponsável”.

Nós não somos assim, nós nunca fomos assim.

Marisa Fernandes

Fonte: forartinf · Fortalecendo, Articulando e Informando
http://br.groups.yahoo.com/group/forartinf/message/819

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Quanto a reividicação-totaly-non-sense-dos três patetas de Lesbos e para que não restem dúvidas, uma coisa é a designação da orientação sexual das mulheres homossexuais, outra coisa é o adjetivo pátrio (ou gentílico) que é a classe de palavras que designa um indivíduo de acordo com o seu local de nascimento ou residência. Ou seja, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. E tem mais, oficialmente, os nascidos em Lesbos são chamados “Lesvioi”.