Historicamente, no dia 17 de maio de 1990, a Organização Mundial de Saúde retirou a homossexualidade do rol de enfermidades, sendo que até então era considerada como doença ou perversão. O referido ato reconheceu que a homossexualidade é um estado mental tão saudável quanto a heterossexualidade, sendo um dos mais importantes marcos para o avanço da cidadania e de direitos de gays, lésbicas e transgêneros.

18 ANOS DEPOIS - 18 YEARS LATER

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SÃO FRANCISCO, EUA, 15 Mai 2008 (AFP) - A Suprema Corte da Califórnia decidiu nesta quinta-feira que a proibição estatal ao casamento gay é inconstitucional, dando assim liberdade para pessoas do mesmo sexo se casarem no Estado mais povoado dos Estados Unidos.

Em uma decisão que, segundo especialistas, poderá ter impacto em todo o país, o tribunal argumentou que permitir o matrimônio legal apenas entre um homem e uma mulher é discriminatório, segundo um extenso documento da Corte.

“Limitar a designação de matrimônio à união ‘entre um homem e uma mulher’ é inconstitucional e deve ser retirado do estatuto”, considerou em um comunicado o presidente da Corte, Ron George.

Com essa decisão, abrem-se tecnicamente as portas para casamentos de pessoas de mesmo sexo no estado da Califórnia, que se torna o segundo estado do país, depois de Massachusetts, em reconhecer esse direito a comunidade homossexual.

Nos estados de Nova Jersey e Vermont existem leis que garantem ao casal gay uma série de direitos legais similares aos de um casamento heterossexual, como herança e divisão de bens.

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“A Suprema Corte da Califórnia teve a integridade e a coragem de fazer isso e diz que todos os californianos têm direito à igualdade perante a lei”
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“Esperamos por mais de 50 anos a oportunidade de nos casarmos”, contou Phyllis Lyon, de 80 anos, muito emocionada, que há mais de meio século vive com sua companheira, Del Martin, de 84.
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A organização Human Rights Watch (HRW), com base em Nova York, declarou que a sentença “ratificou que a igualdade não vem com exceções“.
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BRASIL - 2003

“Não pode um país que inseriu em sua constituição o respeito à diversidade cultural, o reconhecimento da liberdade de expressão, a proteção à intimidade e à vida privada e o repúdio a toda forma de discriminação, omitir-se na luta de mais de 16 milhões de brasileiros que seguem uma orientação sexual diferente da tradicional” - Laura Carneiro - por acasião da aprovação do Projeto de Lei 379/03, de sua autoria, que institui 28 de junho como o Dia Nacional do Orgulho Gay.

BRASIL - 2008

Pouca coisa mudou…

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UPDATING: NOTÍCIAS RELACIONADAS

França defende descriminalização universal da homossexualidade

da Efe, em Paris

A França pretende defender na ONU (Organização das Nações Unidas), enquanto estiver à frente da Presidência rotativa da UE (União Européia) - no segundo semestre do ano -, a “descriminalização universal” da homossexualidade, disse neste sábado a secretária de Estado de Direitos Humanos, Rama Yade.

Por ocasião do Dia Internacional contra a Homofobia, celebrado hoje, Yade se reuniu com associações que lutam contra as discriminações derivadas da orientação sexual.

A secretária de Estado anunciou aos seus interlocutores que o governo francês agora reconhece “oficialmente” a data, segundo um comunicado do Ministério de Assuntos Exteriores.

Na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u402917.shtml
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Grupo muçulmano afirma que Alá criou a homossexualidade

(Não, não é sacanagem ou notícia de tablóide!)

da Efe, em Jacarta

A homossexualidade foi criada por Alá e é algo natural, por isso deve ser permitido dentro do islã, concluiu um grupo de estudiosos muçulmanos na Indonésia.

O grupo afirmou que a rejeição sofrida pelos homossexuais na Indonésia por questões religiosas não faz sentido e se deve, em grande medida, a certas interpretações intolerantes do Corão, informou nesta sexta-feira o jornal local “The Jakarta Post”.

Na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u386600.shtml
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Cuba discute direitos de homossexuais

A Assembléia Nacional de Cuba começou a julgar um projeto de lei apresentado pelo Centro Nacional de Educação Sexual (CENESEX) que garante direitos a homossexuais, uma das minorias mais vulneráveis do país.

O projeto, que está sendo estudado pelas comissões correspondentes, propõe três direitos básicos: o reconhecimento legal de casais homossexuais, a possibilidade de que transexuais possam mudar o nome oficialmente e o reinício das operações de mudança de sexo.

Se o projeto for aprovado na próxima sessão geral do parlamento, entre junho e julho, será um grande avanço no país em que até 30 anos atrás homossexuais eram presos e onde até hoje sofrem preconceito.

Na íntegra:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/03/080327_cubagays_ba.shtml
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ACORDA BRASIL!