O UNV ACOLHE, DENUNCIA E PROTESTA

SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER…
QUANDO DIREITOS-DE FATO BATEM DE FRENTE COM INTERESSES NADA NOBRES
Associação da Parada do Orgulho GLBTT, prefeitura e governo de São Paulo: intolerância na comemoração do Orgulho Gay
Carro da Conlutas é impedido de participar do evento. Ativistas foram violentamente espancados e presos. Leia nota do grupo de trabalho de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transgêneros da Conlutas.
Lamentável e contraditoriamente, a intolerância política e a repressão foram exercidas com toda força na 12ª edição da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo neste domingo, 25 de maio. Sem nenhum motivo concreto e convincente, a organização da Parada, encabeçada pela Associação da Parada do Orgulho GLBT, proibiu o carro de som e, conseqüentemente, o Bloco da Conlutas, organizado pelo grupo de trabalho GLBTT da entidade – que organiza mais de 700 entidades dos movimentos sindical, estudantil, popular e, também, de mulheres, negros e GLBTT – de seguir pela Avenida Paulista.
Diante da indignação e da resistência dos ativistas, a Polícia Militar – a mando dos organizadores do evento, da Prefeitura e governo do Estado – partiu para a agressão. Com uma violência desproporcional, os policiais, comandados pelo major PM Pedro, espancaram os participantes. Uma militante do PSTU teve a mão quebrada. Outros tantos ficaram feridos em diferentes graus.
Quatro militantes foram presos: Zé Maria de Almeida, da Conlutas, Paulo Barela, dirigente sindical e servidor do IBGE, Altino Júnior, da Conlutas-SP e Reinaldo Chagas, estudante de História da fundação Santo André. Questionado pela imprensa sobre o motivo da prisão, o mesmo não soube responder.
O que aconteceu de fato
Ao contrário de certas versões divulgadas, o carro da Conlutas estava totalmente legalizado, o que, inclusive, fez com que, durante toda a semana, ele aparecesse, tanto no site da Associação quanto em toda a imprensa, como o 4º a sair pela Paulista.
Douglas Borges, responsável pelo GT-GLBTT da Conlutas e organizador do Bloco, contou que, no horário marcado, o carro estava no estacionamento e foi liberado pela vistoria, conforme constava no contrato assinado entre a entidade e a Associação da Parada. Já na avenida Paulista, novos impedimentos foram criados, como por exemplo, a exigência de uma corda de segurança que foi prontamente providenciada.
O último recurso da organização da Parada foi utilizar a força para proibir que o bloco se manifestasse. Após longo período de impasse e tentativas de negociação com a organização da parada, o carro foi retirado da avenida sob protestos e vaias. Os ativistas que estavam no chão, contudo, permaneceram no local. O carro que vinha atrás do Bloco da Conlutas recebeu ordem direta da PM para avançar, segundo presenciou uma repórter. Ao ver que os ativistas da Conlutas não deixavam a rua, a polícia iniciou a pancadaria.
Os policiais estavam armados com cacetetes, armas de fogo e de borracha e bombas de efeito moral. Os manifestantes, com suas bandeiras, palavras-de-ordem e indignação.
Zé Maria, da Coordenação Nacional da Conlutas, foi brutalmente espancado. Reinaldo recebeu um “mata-leão”, técnica de esganamento que pode levar à asfixia. Paulo Barela teve o olho esquerdo gravemente ferido. Altino também foi bastante espancado e ficou ferido. Todos foram levados à 78ª delegacia.
Censura e autoritarismo
As causas dessa arbitrariedade estão longe de serem meramente burocráticas. O que aconteceu neste domingo foi, vergonhosamente, um ato de censura política.
Em nota de divulgação do Bloco, anterior à Parada, a Conlutas dizia que seu objetivo era “rejeitar a mercantilização do movimento e as políticas demagógicas dos governos federal, estaduais e municipais, que longe de acabarem com a homofobia e a violência contra nós, a mascaram” e pedia o “fim de toda a violência que os GLBTs trabalhadores sofrem no seu dia-a-dia”. O manifesto ainda defendia que “é impossível acabar com toda a homofobia sob o capitalismo, porque o capitalismo é o reino da desigualdade, onde imperam e são fomentados todos os preconceitos para aumentar a exploração dos trabalhadores e dar lucro para os burgueses”.
Foram estas posições políticas que a Associação da Parada decidiu censurar e impedir de serem livremente expressas na Paulista.
Querem tirar o vermelho do Arco-Íris
O Bloco Classista, Independente e Combativo na Parada do Orgulho Gay de São Paulo, como estava sendo chamado, pretendia resgatar o espírito de luta contra a homofobia, não sendo apenas uma megafesta patrocinada por empresas.
A origem do Dia do Orgulho Gay vem sendo desvirtuada pela Associação da Parada do Orgulho GLBT que sistematicamente tenta impedir manifestações políticas durante o evento, esvaziando seu caráter reivindicatório e, conseqüentemente, transformando-o num evento submetido à lógica do mercado e atrelado aos governos e grandes empresas, incentivando, inclusive, a mercantilização da sexualidade.
Nesse sentido, o GT-GLBTT da Conlutas em seu manifesto já alertava para o fato de que “a política de ter lucro com uma parcela dos gays, através do ‘mercado rosa’, criando caríssimos guetos gays para gays e lésbicas da classe dominante, não resolvem o preconceito e a violência contra a maioria”. A data surgiu na revolta de gays, lésbicas e travestis de Stonewall contra a repressão policial, nos Estados Unidos e é assim que deve ser lembrada. O Dia do Orgulho GLBTT nasceu como um dia de luta. E, para nós do GT GLBTT da Conlutas, é assim que deve continuar. Há, ainda, muito para se lutar.
É inadmissível que num dia de luta contra a intolerância e o preconceito, a direção da Associação da Parada exerça uma atitude absolutamente intolerante, de veto político e de repressão aberta, apoiada na polícia, a um setor classista e socialista do movimento.
Proteste
Repudiamos o veto da direção da Associação da Parada do Orgulho GLBT de SP à Conlutas. Conclamamos todos que defendem a livre manifestação de idéias a todos, independentemente de diferenças políticas, a protestarem através de mensagens e moções para a Associação da Parada e ao governo do estado, com cópias para a Conlutas.
Leia na íntegra e saiba outros detalhes aqui, no site da Conlutas.
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UPDATING
O UNV, sempre fiel ao compromisso com os princípios democráticos, abre espaço para a versão - nota de esclarecimento - da APOGLBT sobre o veto ao Trio do Conlutas.
Veja AQUI a nota de esclarecimento da APOGLBT.
É direito de cada um tirar sua própria conclusão a respeito da ocorrência, porém o UNV reitera seu apoio e sua credibilidade à versão apresentada pelo Conlutas-até prova em contrário.
19 Comentários














































Eu fui na Parada pela primeira vez este ano!
Imaginava algo completamente diferente, mais militante, com mais conteudo, mais organizado!
E fiquei pasma com esta atitude da organição, não estava sabendo disso!
Espero que os participantes se comovam com a situação do grupo afetado e faça alguma coisa. E quem sabe não foi até uma “armação” de algum bloco que tem interesse apenas na imagem comercial do evento?!
Sem mais..
Este site é o melhor!PARABÉNS!Beijos.
Comentado em 26.05.2008
Luta,engajamento,igualdade?falácia pura,o que é mais interessante,carnaval fora de época criando divisas ou esse corpo disforme colorido assinando um documento para propositura de um projeto de lei?cito um comentário feito aqui no blog
“(…)pois militância não é apenas a parada gay, esta é tão somente uma parte ínfima, que é festiva e é bom que seja!
A outra face desta moeda poucas conhecem:
é um trabalho árduo em denunciar crimes homofóbicos, acompanhar companheiras espancadas por policiais, oferecer suporte emocional, físico e jurídico(…)”
pois é a militância gay não é apenas a parada,mas é onde somos mais visados e qual a imagem que passamos?superficialidade,promiscuidade,oba oba,deveria ser mais sério sim e menos festivo ao meu ver,nós mesmos ajudamos a criar esteriótipos e depois queremos seriedade.
Comentado em 27.05.2008
FIASCO TOTAL, SO PENSAM EM BATER O RECORDE 3, 5 MILHOES, 5 MILHOES , CARA ACHO QUE O QUE INTERESSA É O OBJETIVO DA LUTA, NAO A BAGUNÇA QUE OCORRE TODOS OS ANOS. SINCERAMENTE FOI RIDICULO, UM CARA TEVE A PERNA AMPUTADA, ROUBOS, DROGAS, VIOLENCIA, GENTE EM COMA ALCOOLICO, BELA LUTA PELOS DIREITOS HOMOSSEXUAIS.
ISSO É BRASIL, NADA VAI PRA FRENTE!!!
Comentado em 27.05.2008
Só teremos espaço quando verdadeiramente soubermos ocupá-lo e merecê-lo !
Não desanimemos,porém…Prossigamos…sempre!
Comentado em 27.05.2008
O que aconteceu foi uma manifestação de 30 sindicalistas que entraram em conflito com a polícia causando tumúltuo, acertando participantes pacíficos, quebrando cavaletes nas pessoas, armados com facas e canivetes, isso tudo à 10 passos de onde eu estava ! estes sindicalistas queriam que o carro de som entrasse na avenida com as faixas de militância, pois ficou proíbida a manifestação política, inclusive, como aconteceu em todos os outros anos, cujos políticos presentes em carros de som aproveitavam para fazer seu discurso fora do contexto da parada. Tanto que, este ano, não houve menção nem de nomes de boate nos carros de som para que a parada fosse somente uma manifestação contra a homofobia. Drogas, álcool, roubos, brigas sempre irão existir onde há multidões ! Eu, pessoalmente, achei a parada sem glamour, mas o que ficou notório é que nem sempre se agrada a todas as pessoas. O importante é que cada pessoa exerça sua atitude anti-homofobia de forma assertiva, coerente, inclusive, não gerando mais preconceito dentro de tanto preconceito existente.
Comentando:
Dedé, não sei exatamente qual é a sua compreensão sobre o que seria “um discurso fora do contexto da Parada” mas, pelo menos para mim, a Parada é sim (tem que ser) uma manifestação política, de militância… A exposição, a visibilidade, ali, tem caráter reivindicatório sim! não estamos lá pra festejar nada, até porque, por enquanto, não há muito (ou nada) o que festejar. Não há “glamour” algum em ser ao mesmo tempo o país que tem a maior Parada Gay do mundo e também ser o primeiro no ranking mundial de crimes homofóbicos.
Sobre a ausência dos carros/trios das boates e afins, a decisão foi dos próprios empresários-e por questões puramente econômicas-isto é, uma The Week, por exemplo, não tem mais interesse (leia-se, não precisa), desse tipo de publicidade (leia-se, investimento). Quanto ao Conlutas, uma sugestão… tente saber mais sobre… quem sabe seu ponto de vista não muda só um pouquinho?
Olha só que foto interessante…
http://brasil.indymedia.org/images/2008/05/420761.jpg
P.s.: Tentei encontrar o link da G.online que falava sobre a decisão dos empresários em relação a questão dos trios esse ano mas não fui feliz… muita coisa pra dar conta ao mesmo tempo… então fico te devendo. Pra compensar deixo um link que também fala sobre o assunto… que por “coincidência” também tem a lista dos carros/trios cadastrados e autorizados pela APOGLBT, e até a ordem de entrada dos mesmos na Avenida… se quiser dar uma olhada…
o link é:
http://gonline.uol.com.br/site/arquivos/estatico/gnews/gnews_noticia_20677.htm
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Comentado em 27.05.2008
Acho até que muitos dos comentários das pessoas aqui, após lerem a versão da Conlutas, já dizem muito. A Parada perdeu seu sentido? Ficou totalmente vazia? Virou festa? Essas são indagações que vejo o tempo todo. E que penso e reflito bastante tbem. Acho que se a proposta do evento mudou, por n razões, que se modifique o sentido. O que vejo é algo híbrido. Algo indefinido. Uma festança ou um evento de reflexão e proposta social de luta pelo cumprimento dos direitos civis. Mas, vemos o predomínio escancarado da festança. Cadê a manifestação social? A questão não é ter ou nao carro de boates na Parada. Até pq o dinheiro vai entrar do mesmo jeito. É o segundo maior evento em público de SP. As boates, hóteis, bares, etc, já vão garantir seu lucro com carro ou sem carro.
Lamentavelmente, já acontece com a Parada o que aconteceu com o Carnaval carioca. Algo totalmente vazio. Puro brilho e paetê.
Comentado em 27.05.2008
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Não sei quem é Dedé. Sei que eu estava ao lado do carro da Conlutas, com muitos militantes gays e também sindicalistas totalmente desarmados… e o que vi, fotografei e acompanhei foi um veto político ao carro da Conlutas e uma selvageria da Polícia contra os manifestantes… uma amiga minha está hospitalizada: teve dois dedos quebrados e deslocados… sofreu uma cirurgia… teve que colocar 4 pinos e duas placas na mão… Então, o que está ocorrendo é que a APOLGBT está se apropriando de uma manifestação pública, colocando-a à reboque do mercado e de governos… e buscando fazer da mesma um grande negócio capitalista… para isso, vale até a usar a repressão contra setores com os quais ela não concorda… atentando, aliás, contra a liberdade de manifestação… direito constitucional elementar… Quem é a APOGLBT para ter o monopólio de uma manifestação?
Comentado em 27.05.2008
Caros, não estou defendendo nem a polícia, nem a militância, nem nada ! Não discordo nem concordo com várias opiniões, só deixei relatado o que eu vi! Não sou a favor da violência seja ela manifestada por quem for !
Comentado em 28.05.2008
Eu e minha namorada, tb, estávamos na Parada e quem incitou a briga, foram as pessoas de camiseta vermelha da Conlutas. No primeiro momento, deferiram palavras impronunciáveis aos que lá estavam tentando conter o tumulto. Em seguida,um moço arrancou um cavalete de separação das ruas e arremessou na polícia. Daí prá frente foi só confusão!
Meu nome é Maria Luiza, tenho 52 anos, sou jornalista, lésbica, pacífica, não sou ativista, nem militante, mas repudio, veementemente, quem instiga a violência!
Comentando:
Ok, Malu, acho importante o seu depoimento, como cidadã e, principalmente, como jornalista. Aliás, é como jornalista que gostaria que pudesse apreciar a resposta da Conlutas e as provas documentais sobre a ocorrência. Tudo devidamente exposto no post acima.
Comentado em 28.05.2008
da mesma maneira, por conhecer o conlutas e toda a militância do pstu, me reservo o direito de acreditar que essa história está pra lá de mal contada.
Comentado em 29.05.2008
Malu, eu sou estudante e estava lá no local antes e na hora do ocorrido, e não concordo com você que quem instigou a violência foram as pessoas da Conlutas. Eles queriam apenas participar e contribuir com a Parada, coisa que deveria ser apoiada e não reprimida.
Quem começou com o confronto foi a polícia que primeiro tirou o carro deles da avenida, e depois partiu para cima das pessoas para impedí-las de continuar no meio da avenida.
Eles apenas resistiram e se defenderam!
Comentado em 29.05.2008
Permita-me agradecer pelo comentário. Li toda a documentação nos espelhos. Entendo, como cidadã e jornalista o papel da Conlutas em defesa da intolerância, da injustiça, da homofobia, porém, não entendo que uma organização tão importante permita que certos membros, completamente, exaltados e descontrolados promovam uma reação como a que aconteceu. Qualquer luta pela intolerância é bem-vinda, mas não se pode negar e nada justifica a agressão iniciada por essas pessoas.
Toda truculência gera truculência, toda ignorância, gera ignorância. É isso que deve ser combatido!
Comentando:
Caríssima Malu,
Concordo com sua frase: “Toda truculência gera truculência, toda ignorância, gera ignorância. É isso que deve ser combatido!” Por isso lhe faço um novo convite… Há um “
updating“ no post acima que julgo ser de interessante leitura para acrescentar ainda mais informação às já existêntes… Afinal, informação nunca é demais. Ainda mais para uma jornalista.Trabalhar, informar, com imparcialidade e com base em fatos concretos é a ‘política’ por aqui.
Abraços,
BF.
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Comentado em 29.05.2008
Malu,
Não sou militante e meu conhecimento sobre esses fatos lamentáveis resume-se ao que consta na mídia, aqui no Uva e no relato de pessoas conhecidas por mim e que estavam, como você, no local.
Permita-me, no entanto, dizer que acho difícil acreditar, principalmente naquele contexto, que os manifestantes tenham iniciado a violência. A lógica aponta na direção contrária. E as atitudes da polícia no final do dia (gás pimenta e jatos d’água para “dispersar” pessoas que pacificamente ainda estavam por ali), no centro da cidade, reforçam ainda mais essa minha opinião.
Comentado em 29.05.2008
Meu nome é Carlos, sou casado com Francisco há 15 anos. Temos um casal (irmãos gêmeos) de filhos adotivos, com 11 anos. Somos publicitários, não ativistas, nem militantes. Somos pacifistas! Mas presenciamos o arremesso de um cavalete de aço por parte do pessoal da Conlutas. Se isso é pregar a intolerância, vamos ter que rever nosssos ensinamentos a respeito dessa conduta aos nossos filhos. É isso o que vcs defendem?
Comentando:
Caríssimo Carlos,
1º. Sou apenas a editora do site… cujo principal objetivo é discutir o erotismo, o sexo e a sexualidade lésbica;
2º. Sou mulher, sou homossexual, sou lésbica, sou da paz, não sou ativista e nem militante, mas sou cidadã, de segunda classe, pois faço parte de uma “minoria”, que, assim como você e sua “família”, é desconsiderada e excluída pelo Estado e pela sociedade simplesmente em função de sua orientação sexual. Portanto, não é a mim que você deveria dirigir a pergunta… “É isso o que vcs defendem?”;
3º. Política, militância e ativismo, não são os focos deste espaço, mas são fatores compulsórios e inerentes à pessoas como nós. Por isso me sinto no dever de exercer a minha cidadania, já tão mutilada, dando visibilidade a todo e qualquer assunto pertinente à questões que envolvam os direitos e a liberdade, garantidos a mim segundo reza Constituição de nosso país;
4º. Pregar a intolerância, no meu entender e dentro dos princípios democráticos, foi justamente o que norteou a ação da APOGLBT em conjunto com a Polícia Militar de São Paulo. Pior, em meio a uma manifestação pública;
5º. “Para cada ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade.” - 3ª Lei de Newton ou Princípio da Ação e Reação. No meu entender, e por todas as provas irrefutáveis que me chegaram, depoimentos e documentos, foi justamente isso o que aconteceu;
6º. Perguntinha… Em que tipo de sociedade você acha que nós, você, seu companheiro e seus filhos estaríamos vivendo hoje se durante o regime de exceção, repressão e ditadura, alguém não tivesse agido/REagido?
Concluindo: O UNV, sempre fiel ao compromisso com os princípios democráticos básicos e ao pleno exercício da cidadania, abriu seu espaço para que as duas entidades pudessem expor suas versões. Exibi e publiquei imparcialmente todo material ao qual tive acesso. Pessoalmente, externei a minha própria opinião e da mesma forma estendi esse direito a todos, já que cada um tem o direito de concluir, principalmente se baseado em fatos concretos, o que bem quiser. Mais democrático impossível. E é justamente dentro desse conceito de mundo e de sociedade que, sinceramente, espero, seus filhos possam crescer.
Abraços,
BF.
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Comentado em 29.05.2008
Bom, gente!…tem coisas que são incríveis…A Malu e o Carlos, que dizem terem presenciado os fatos…querem fazer crer… que alguém…mesmo que tivesse usado um “cavelete” (de aço?…onde há cavaletes de aço nas ruas?…me poupe!) contra a “tropa de choque”…é “incitante” de violência…e a tropa de choque é defensora da Paz..Dá pra crer?. que gente… ingênua?…pura?…sem noção?..ou o quê?…os supostos “pacisfistas”…defendem a tropa de choque da PM contra um suposto indivíduo que usa um cavalete de rua contra a mesma?…querem convencer quem?…ensinar o que pros filhos?…que um suposto indivíduo com um cavalete é uma ameaça à paz e que a tropa de choque defende a paz?…sei!…Tipo assim: os SS nazistas, o exército franquista…são a mesma coisa que a resistência?…que os professores que enfrentam a tropa de choque com cocos nas mãos muitas vezes…são incitadores da violência contra a PM defensora da PAZ?….Nossa!!!…esse povo já teve argumentos melhores…Em pleno maio…quando se comemora o aniversário de 40 anos do maio de 68…alguém quer dizer que auto-defesa contra a polícia por ativistas desarmados que enfrentam bombas de efeito moral, cacetetes, balas de borracha e podem até serem vítimas de bala de verdade…faz dos que se defendem incitadores da violência?…Não!…parafraseando o maio de 68…”as barricadas fecham ruas, mas abrem caminhos”…”Supostos Pacifistas” defensores da tropa de choque…please!!!…respeitem a nossa inteligência…”…Ah!…me desculpem…não eram os “terroritas” de cavalete contra os “mocinhos” da Tropa de Choque…Eram os componentes do Bloco da Conlutas resistindo à uma violência gratuita e a uma prisão arbitrária…Eu quero que meus filhos lutem contra as injustiças…Não quero que se ajoelhem ante a repressão, a violência e o preconceito…
Comentado em 30.05.2008
porque vcs estão contestando quem viu o incidente ? quer dizer que o militante só apanha, não agride ? que luta é essa ? o rapaz arremessou, sim, e não foi auto-defesa, um cavalete que estava separando as calçadas. quer dizer que todas as pessoas que viram essa atitude são mentirosas ? quer dizer que se não apoiamos essa atitude, estamos sendo ridículos, omissos, pró-polícia e nazistas perante a Conlutas ? O que vc estão insinuando ? Mais uma vez, fica-se a impressão de total imparcialidade, mas não basta que a sra. helena tente fazer crer que o fato não existiu, pois o fato existiu ! mais uma vez aqui neste site, prevalece a intolerância. Não há nada de democrático, visto que as pessoas que descreveram o incidente estão sendo “julgadas” como supostos pacifístas, a favor da polícia. Ora, por favor ! Não nos façam de bode-espiatório de uma briga que só empobrece o universo humano!
Comentando:
Caríssimo Carlos,
Creio que o Srº está misturando os canais… E, em total dissonância com o tratamento que lhe dispensei, sendo desnecessariamente agressivo, o que me parece uma incoerência, levando-se em conta o seu próprio discurso.
Caso não tenha prestado a devida atenção na primeira leitura, repito os seguintes itens a considerar:
1º. Sou apenas a editora do site… cujo principal objetivo é discutir o erotismo, o sexo e a sexualidade lésbica;
2º. Sou mulher, sou homossexual, sou lésbica, sou da paz, não sou ativista e nem militante, mas sou cidadã, de segunda classe, pois faço parte de uma “minoria”, que, assim como você e sua “família”, é desconsiderada e excluída pelo Estado e pela sociedade simplesmente em função de sua orientação sexual. Portanto, não é a mim que você deveria dirigir a pergunta… “É isso o que vcs defendem?”;
3º. Política, militância e ativismo, não são os focos deste espaço, mas são fatores compulsórios e inerentes à pessoas como nós. Por isso me sinto no dever de exercer a minha cidadania, já tão mutilada, dando visibilidade a todo e qualquer assunto pertinente à questões que envolvam os direitos e a liberdade, garantidos a mim segundo reza Constituição de nosso país;
Concluindo: O UNV, sempre fiel ao compromisso com os princípios democráticos básicos e ao pleno exercício da cidadania, abriu seu espaço para que as duas entidades pudessem expor suas versões. Exibi e publiquei imparcialmente todo material ao qual tive acesso. Pessoalmente, externei a minha própria opinião e da mesma forma estendi esse direito a todos, já que cada um tem o direito de concluir, principalmente se baseado em fatos concretos, o que bem quiser. Mais democrático impossível.
Debates são saudáveis e fazem parte do conceito democrático, onde todos tem o direito de expressar, contestar e/ou defender suas opiniões. E penso que é exatamente isso que se pode observar aqui e não o contrário, como o Srº, de forma agressiva e desrespeitosa, tenta insinuar.
Caso deseje, este espaço continua aberto a acolher suas colocações, desde que com respeito e sem acusações levianas, gratuitas e infundadas.
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Comentado em 30.05.2008
Faço das palavras do Carlos e da Malu, as minhas palavras ! O site questionou a colocação deles. A briga entre a Conlutas e a Organização da Parada transcendeu o incidente que nós, eu e vários amigos, tb, vimos.
Comentando:
Anna, juro que não entendi o seu comentário… Poderia, por favor, se colocar de forma mais objetiva, clara?
“O site (que site?) questionou (?) a colocação deles (deles quem?)“
“A briga entre a Conlutas e a Organização da Parada transcendeu o incidente que nós, eu e vários amigos, tb, vimos.” (?)
Comentado em 30.05.2008
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Gente, tá tudo aí… as versões oficias e seus respectivos documentos… da APOGLBT e da Conlutas… e da mesma forma e com o mesmo espaço os depoimentos de algumas testemunhas… todos respeitados nos seus devidos pontos de vista. Isso não é democracia não? Porque sou a editora do site não tenho o direito de externar a minha opinião pessoal? O debate e a discussão saudável não faz parte do exercício da liberdade democrática?? Meu país se chama Brasil e o nome do meu Presidente é Luiz Inácio Lula da Silva, não é Hugo Chaves não!
Não questionei, censurei ou cerceei o direito de ninguém. Não faltei com o respeito ou educação. Não agredi.
Caso não tenham notado, este espaço é meu! não estou atrelada ao rabo de ninguém. Tenho - constitucionalmente garantida - a liberdade de expressar a minha opinião e ser parcial em meu julgamento a respeito do que eu quiser. Ainda assim fiz o que a maioria não faz, abri tribuna livre para se discutir o assunto. Na contra mão de minha atitude de respeito a opinião de cada um, o assunto se desvia e passo a ser julgada, desrespeitada e meu espaço achincalhado por pseudo-justiceiros não sei do que? Que é isso? Paciência tem limite!
Sugestão: Segundo consta, a CONLUTAS vai acionar na justiça a APOGLBT e a Polícia. Por que não vão prestar seus testemunhos lá, na justiça? Cidadania é justamente isso, companheir@s!
Porque aqui, esse assunto, já deu.
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Comentado em 30.05.2008
No meu entender, acho que estamos nos desviando da questão central.
Quem jogou o que em quem, quem bateu em quem com o que… enfim… tudo isso é conseqüência de uma atitude arbitrária da APOGLBT ao não cumprir o contrato firmado com a Conlutas quando se deu conta de que a participação da Conlutas não lhe interessava.
Acho que isso está mais do que comprovado, não é mesmo?
Arbitrariedade é a questão.
A partir daí, repito, todo o resto é conseqüência.
Se alguém ficou chateado por que isso de alguma forma maculou o verdadeiro passeio de domingo em que se transformou a Parada, deve se dirigir aos organizadores e cobrar deles. Se garantiram que eu podia ir a festa, não me barrem na entrada, não é assim?
Esse fato só concretiza o “em que” essa Parada se transformou. Essa deveria ser a nossa principal preocupação. Cansei de ouvir meus conhecidos heteros se referindo a sua ida a Parada como se tivessem ido a um circo ver a mulher barbada, ou seja, para rir e caçoar.
Acho que seria muito saudável refletirmos sobre isso.
Comentado em 30.05.2008