28.06.2008

[15:48:26]

28 DE JUNHO - DIA MUNDIAL DO ORGULHO LGBTTI

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Por que será que incomodamos tanto? Do que ou de que, afinal, “eles” tem tanto medo?
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Neste dia 28 de junho, Dia Mundial do Orgulho Gay, lembramos Stonewall e os 39 anos de luta pelas nossas causas. Stonewall é um marco na história do movimento gay. É o ponto de partida para a organização dos homossexuais.

Várias seriam as possibilidades, tanto de fatos quanto de pessoas, para prestarmos hoje uma homenagem. Escolhi Alan Turing pelas razões óbvias que podem ser comprovadas no texto abaixo.

Acredito que, após a leitura do texto, fique claro as razões e o porquê de minha escolha.

Histórias como a de Alan Turing, assim como as histórias de centenas de outros gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros e etc, que fizeram e fazem a diferença na humanidade como um todo, creio, justificam a motivação de ostentarmos com tanto orgulho a palavra “orgulho”. Até porque, diante dos verdadeiros valores, orientação afetiva/sexual nunca deveria ser motivo de vergonha.
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Alan Turing: O Pai dos Computadores e a Maçã Envenenada

por Thereza Pires

1954 foi um ano pouco comum. O imunologista Jonas Salk descobre a vacina contra poliomielite - mais tarde, aperfeiçoada pelo Dr. Albert Sabin. A batalha de Dien Bien Phu termina com a derrota da França e a Conferência de Genebra formaliza a divisão do Vietnam em dois. Mais uma derrota: A Frente Nacional de Libertação da Argélia se revolta contra o domínio da França. Elvis Presley começa a carreira profissional. Aqui no Brasil, Getúio Vargas comete suicídio e Juscelino Kubitschek é indicado candidato à presidência da República. Ernest Hemingway ganha o Nobel de Literatura e Linus Pauling o de Química. Angela Merkel nasce na Alemanha e Condoleeza Rice, nos Estados Unidos.

Em 7 de junho, Alan Turing - considerado o pai dos computadores, matemático, criptólogo que decifrou as mensagens da máquina Enigma que mandava as ordens de Hitler para seus comandados - morde uma maçã mergulhada em cianureto de potássio no seu quarto em Wilmslow, Cheshire. Por ironia, ao dar queixa à polícia de roubo praticado por um namorado, passou de vítima a réu. Condenado por prática de homossexualidade, teve o “benefício” de optar entre o encarceramento e se submeter a tratamento hormonal - uma espécie de castração química. Touring optou pela segunda hipótese mas não resistiu à depressão causada pelos efeitos dos estrogênios, hormônios femininos inoculados em seu organismo. Apenas em 1969, o Reino Unido descriminalizou a orientação sexual de quem “pensava diferente”. Consta que o logo criado para o lançamento da Apple (1977) - uma maçã mordida com as cores do arco íris - seria referência e homenagem da empresa ao cientista, considerado um dos maiores gênios do século XX.

Solidão profunda e auto-superação

O diplomata britânico, servindo na índia, Julius Mathison Turing e sua esposa grávida Ethel Sarah desejavam que seu filho ou filha tivesse nacionalidade inglesa e deixaram Chatrapur em direção a Paddington, onde Alan Mathison Turing nasceu, em 23 de junho de 1912. Deixaram o bebê e seu irmão mais velho com amigos ingleses até a idade escolar, pois eram “muito solicitados para viagens”. No período de seis anos, compreendido entre o aparente abandono explicado como o “desejo de não colocar em perigo a saúde das crianças, que estariam em constante contato com as moléstias existentes na colônia inglesa” e a matrícula no Colégio St. Michael, o menino aprendeu a ler sozinho em 3 semanas e mostrou grande interesse por números e quebra-cabeças. A genialidade, logo percebida por todos os professores, fez com que fosse matriculado em Sherbone (em Dorset), aos 14 ano. O primeiro dia de aula coincidiu com uma greve geral no país. Turing estava tão ansioso que correu os mais de 30 km que separavam Southampton da nova escola, em tempo recorde. A façanha foi noticiada na imprensa local. Tomou gosto pelo desafio do esporte e tornou-se maratonista. Em 1949, concluiu a prova em 2 horas, 46 minutos e 3 segundos, disputando classificação para os Jogos Olímpicos. Uma perna quebrada encerrou a carreira e os pódios.

Mas o grande interesse era mesmo direcionado à matemática e Turing não se adaptava bem aos cursos normais de Sherbone. Assim, aos 16 anos, descobriu os trabalhos de Einstein. Captou a essência, compreendeu a mensagem e apoiou as críticas de Einstein à leis de Newton. Este período foi acompanhado e, sobretudo, apoiado por Christopher Morcom, um jovem igualmente genial e primeiro namorado, que morreu em uma epidemia de brucelose. Abalaram-se as ambições e afetou-se para sempre a sensibilidade amorosa de Alan Turing. Para honrar a memória de Morcom, dedicou-se ainda mais aos estudos. Foi aceito no King’s College, Universidade de Cambridge e foi discípulo de Harold Hardy, matemático famoso.

Em 1935, aos 23 anos Turing foi nomeado professor do King’s College, já reconhecido como brilhante pensador.

Primeiros estudos sobre computação

Em 1938, depois de passar dois anos na Universidade de Princeton, orientado por Alonzo Church, obteve seu Doutorado. A tese era sobre o conceito de hipercomputação. Alan imaginou uma máquina capaz de fazer qualquer tipo de cálculo, desde que lhe fossem dadas as instruções necessárias. Não se falava em chips ou processadores, apenas fórmulas matemáticas, mas, ali estava a descrição do que conhecemos hoje como computador e que permite que eu esteja teclando e, você, me lendo. No estudo “Os números computáveis aplicados ao Entscheidungsproblem” (Problema da Solução) publicado em 1936, foi reformulada a lingüagem formal universal para o que se conhece como “Máquina de Turing”: resolve qualquer problema matemático que se possa representar por um algorítmo. Continua sendo uma importante ferramenta para estudos de Matemática Pura. O Pai do moderno computador é considerado, também, o fundador da ciência de computação e o primeiro a desenvolver o conceito de inteligência artificial.

Decifrando o Enigma

Durante a Segunda Guerra Mundial, Alan Turing foi um dos principais pesquisadores em Bletchley Park - centro secreto do serviço de inteligência britânico.

Ali, realizou trabalho fundamental de criptografia, que ajudou a mudar os rumos da Segunda Guerra Mundial: quebrou o código de comunicações entre o alto comando de Hitler.

A máquina, chamada Enigma, usava um sistema de engrenagens que misturava as letras - como cartas de um baralho - antes de serem transmitidas pelos telégrafos.

Turing imaginou o Colossus - que um biógrafo chamou de “tataravô do PC “ - e chegou a decodificar cerca de 50 mil mensagens por mês. Enquanto homossexuais usavam triângulo rosa nos campos de concentração, um matemático homossexual literalmente zombava de Hitler, ajudando a abater submarinos e aviões germânicos e inventava uma teste - Teste de Turing - para decidir se máquinas pensam ou não. Em 1942, foi aos Estados Unidos decodificar os códigos japoneses. A quebra do código do Enigma foi mantida em segredo até os anos 70. Nem amigos mais próximos e nem a família jamais tiveram idéia do que se passou.

Tempos finais

Em 1952, um garoto de programa encontrado ao acaso e acompanhado de um cúmplice assalta a casa do gênio. Durante a queixa, dada na delegacia próxima, o policial pergunta como conheceu o acusado. Acontece que, naqueles tempos, assumir a orientação sexual significava receber acusação de “manifesta indecência e perversão “, segundo as leis britânicas sobre sodomia.

A mídia internacional acompanhou cada segundo do julgamento e informou a sentença: ou dois anos de encarceramento ou um ano de tratamento de “redução da libido”, à base de hormônios femininos.

Cresceram os seios e muitos outros efeitos secundários da overdose de estrogênios, mas Turing optou pela possibilidade de, livre, continuar trabalhando.

Consagrado em 1951 como membro da Royal Society, a partir do episódio de 1952 foi eliminado dos grandes projetos científicos.

Na manhã de 8 de junho de 1954, a faxineira encontrou o corpo de Turing. Na véspera, revelou a necrópsia, ele havia se deitado e mordido uma maçã mergulhada numa jarra com cianureto de potássio. Era admirador fanático do filme de Walt Disney “Branca de neve e os 7 anões” que viu pela primeira vez em 1938, em Cambridge, e reviu dezenas de vezes. Durante o tratamento hormonal cantava compulsivamente um trecho da trilha do filme que dizia, no original, “mergulha a maçã na jarrinha e deixa a morte, que nos adormece, entrar”.

Postado por BF.

11.06.2008

[15:03:25]

A HORA É AGORA - FAÇA A SUA PARTE

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Está sendo divulgado que mais de 80% das 36 mil ligações que o Senado recebeu sobre a PL 122/2006, entre dezembro de 2007 e maio de 2008, são para expressar opiniões contrárias ao Projeto. Essa informação foi fornecida pela Secretaria de Pesquisa e Opinião Pública do Senado e foi divulgada pelo presidente da ABGLBT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais) Tony Reis, nesta terça-feira (10/06).

Tony Reis informou também que, segundo a diretora da Secretaria de Pesquisas, Elga Lopes, a maioria destas ligações partem de pessoas envolvidas com alguma religião e que são orientadas a ligar.

Assim sendo, o presidente da ABGLBT sugere que o movimento militante proceda da mesma forma e ligue para o Disque PLC 122/2006 (Alô Senado) para expressar sua opinião a favor da aprovação.

A LIGAÇÃO É GRATUITA!

Acrescento que esta não é uma responsabilidade apenas dos militantes. Cada um de nós, que temos o DIREITO de viver em um Estado Laico DE FATO, podemos e devemos nos manifestar pela aprovação da PL 122/2006.

Alô Senado (Disque PLC 122/2006)

0800 612211
Das 8h às 20h, nos dias úteis.

Outra opção SUUUUUUUPER fácil e rápida para quem não puder ligar é enviar uma mensagem através do formulário que existe no site do Senado.

É só seguir as instruções:

. Link para o fomulário na página do Senado aqui.

. Tipo de Mensagem: SOLICITAÇÃO

. Preencha seu dados.

. Na parte do formulário referente à Mensagem, selecione “Comissão e liderança” e abaixo “Todos os Senadores” e todos eles receberão a sua mensagem.

. Sugestão de mensagem:

Senhor Senador e ou Senhora Senadora: Peço que vote contra o preconceito. Vote contra a violência. Vote sim ao relatório da Senadora Fátima Cleide. Aprovar o PLC 122/2006 nesta comissão é simbolizar que o Senado é contra a violência cometida contra todos os brasileiros e brasileiras GLBTs.

SOLICITO A APROVAÇÃO DA PL 122/2006!

POR UM ESTADO LAICO DE FATO!

. Você receberá um número de protocolo referente ao envio de sua mensagem.

A HORA É AGORA!
FAÇA A SUA PARTE!

LUTE POR SEU DIREITO - LIGUE, ESCREVA, DIVULGUE!

Postado por BF.

28.05.2008

[22:07:04]

O UNV ADVERTE: MIOPIA FAZ MAL PARA SUA CIDADANIA

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Resposta à nota da APOGLBT sobre o veto à Conlutas:

DEPOIS DA DEMONSTRAÇÃO DE INTOLERANCIA POLÍTICA, A MENTIRA. LAMENTAVELMENTE ESTES SÃO OS MÉTODOS DA APOGLBT.

A CONLUTAS vai acionar na justiça a APOGLBT e a Polícia.

Chamamos todas as organizações populares e democráticas a manter o repúdio ao veto e à violência de que nossa entidade foi vítima.

A CONLUTAS chama todos à luta contra o monopólio privado, ilegítimo e ilegal, que a APOGLBT impõe sobre as manifestações da Parada do Orgulho Gay.

Diante do repúdio generalizado ao veto político e à repressão brutal da polícia acionada pela APOGLBT contra o Bloco e o carro, organizado pelo GT (Grupo de Trabalho) - GLBTT da Conlutas, a APOGLBT divulgou uma nota de “esclarecimento”, onde, através de mentiras, tenta tapar o sol com a peneira. Tenta alegar motivos técnicos, irregularidades no nosso caminhão e um suposto não cumprimento do contrato de nossa parte, para o veto e a repressão à CONLUTAS na Parada.

Chega ao cúmulo de dizer que estávamos vetados desde sexta-feira, quando o próprio site da APOGLBT, em pleno domingo à tarde quando éramos espancados pela polícia, nos colocava como o 4º carro da lista oficial de carros na Parada.

Não! A CONLUTAS cumpriu o contrato, tem todas as provas disso e vai continuar chamando o movimento a repudiar o veto da APOGLBT. Vai, inclusive, acionar na justiça a APOGLBT e a Polícia Militar.

A APOGLBT é que não cumpriu o contrato e resolveu vetar politicamente nosso carro na última hora. E quando já não arranjava mais nenhuma desculpa técnica jogou a polícia armada, contra manifestantes desarmados: prendeu 4 companheiros, entre eles Zé Maria, da Coordenação Nacional da Conlutas, feriu vários, sendo que uma das ativistas se encontra neste momento hospitalizada, depois de realizar uma cirurgia para colocar 4 pinos e placas nas mãos, depois de ter dois dedos quebrados e deslocados pela selvageria da Polícia.

Algumas das mentiras da APOGLBT

1) Sobre a reunião do dia 19 de maio - A Associação da Parada diz ter havido uma reunião para a qual fomos convocados e não estivemos presentes. A APOGLBT mente! A CONLUTAS não foi convocada para participar desta reunião. Colocamos a disposição de todos o nosso sigilo telefônico e também o acesso a nossa rede de e-mails.

2) De fato na quarta-feira (21), a Conlutas foi comunicada pela assessoria jurídica da Parada, de que teria até o meio-dia de sexta-feira (23) para apresentar a documentação faltante. E foi dessa maneira que a CONLUTAS agiu. Na sexta-feira às 11:30 apresentamos a documentação necessária para efetivar a nossa participação na manifestação. Em anexo estão todos os protocolos de entrega dos documentos exigidos.

3) A Associação diz que não apresentamos os documentos e que estávamos vetados desde sexta-feira. O PRÓPRIO SITE DA APOGLBT, TRATA DE DESMENTÍ-LA, POIS APRESENTAVA, EM PLENO DOMINGO À TARDE O CARRO DA CONLUTAS COMO SENDO O QUARTO CARRO DE SOM AUTORIZADO DA PARADA! (veja abaixo o espelho do site). O Trio da CONLUTAS não estava vetado. Ele passou, inclusive, na manhã de domingo na vistoria da PM e da CET, conforme atesta a empresa responsável pelo caminhão de som e conforme reconheceram os oficiais da PM que foram nos retirar da av. Paulista.

4) A Associação diz que não estávamos com os equipamentos de proteção individual e com o banner por ela exigidos. A APOGLBT mente! Na avenida Paulista a CONLUTAS estava com os equipamentos de proteção individual e também com o banner exigido pela Associação.

5) A Associação diz que o caminhão da CONLUTAS furou o bloqueio e entrou à revelia na avenida. A APOGLBT mente! A CET e a equipe de organização da Associação da Parada autorizaram a entrada do Trio da CONLUTAS. Inclusive foi sob a orientação CET que o Trio ficou posicionado na esquina da Rua Joaquim Eugenio de Lima. E mais, foi destacado um fiscal da Associação da Parada para acompanhar o Trio da CONLUTAS até à rua em que ele estacionou.

Por fim, a direção da Associação, e mesmo o responsável da coordenação de segurança da Associação se negou a conversar com a coordenação da CONLUTAS ou com nossos advogados durante esse impasse, apesar dos insistentes telefonemas nossos. A coordenação da Associação não aceitou conversar nem quando foi acionada pelo comando da Polícia, que a nossa pedido, solicitou a presença do responsável da Associação para tentar dirimir o impasse que estava criado. Pelo contrário, a coordenação da Associação apenas insistiu na ordem para que a Polícia nos retirasse da avenida.

CONCLUSÃO: É incoerente e estarrecedor que quem diz lutar contra a intolerância e o preconceito, tenha impedido o carro de som e o Bloco organizado pelo GT-GLBTT da Conlutas, uma organização de trabalhadores, popular, estudantil, de mulheres, negros e GLBTTS, de participar da Parada e tenha mandado a polícia espancar, ferir e prender ativistas e militantes que lutam contra a homofobia e o capitalismo.

A Parada é um evento internacional de luta, uma manifestação mundialmente pública. Ninguém pode se arvorar a ser proprietário de uma manifestação pública. Menos ainda, se exerce a intolerância, o preconceito e a repressão para impedir a diversidade de idéias, como fez a APOGLBT nesta Parada.

Defendemos incondicionalmente que todos aqueles que sofrem com a opressão e a exploração tenham o direito de lutar contra elas. Foi assim que surgiu o dia 28 de junho que deu origem á Parada, o 1° de maio, o 8 de março…

Nós questionamos sim, a privatização e monopolização de uma manifestação política que luta por igualdade como é o dia do Orgulho GLBT. E denunciamos que a conseqüência inevitável disso é justamente o cerceamento do direito de livre expressão e manifestação!

O Bloco Classista, Independente e Combativo na Parada do Orgulho Gay de São Paulo, como estava sendo chamado, pretendia resgatar o espírito de luta contra a homofobia, não sendo apenas uma megafesta patrocinada por empresas. A origem do Dia do Orgulho Gay vem sendo desvirtuada pela APOGLBT que, sistematicamente, tenta impedir manifestações durante o evento, esvaziando seu caráter reivindicatório e,
conseqüentemente, transformando-o num evento submetido à lógica do mercado e atrelado aos governos e grandes empresas.

A Conlutas se opõe a isso. E a APOGLBT, ao tentar impedir que sejam feitas críticas, ao tentar se colocar acima do direito de expressão e manifestação que todos têm, apenas demonstra que teria muito a perder em um ambiente democrático e de livre debate.

Nesse sentido, a Conlutas alertava para o fato de que “a política de ter lucro com uma parcela dos gays, através do ‘mercado rosa’, criando caríssimos guetos gays para gays e lésbicas da classe dominante, não resolvem o preconceito e a violência contra a maioria”.

ESTA SITUAÇÃO NÃO PODE CONTINUAR ASSIM!

A partir deste episódio lamentável, fica questionada de cima a baixo a autoridade da Associação da Parada GLBT de SP. Quem pratica a intolerância, não pode lutar contra ela em nenhuma circunstância. Como disse Zé Maria, “essas pessoas não têm condições políticas nem morais de seguir organizando esta atividade, não têm autoridade para representar a luta contra a opressão”.

A Conlutas vai fazer o que estiver ao seu alcance para que seja feito um amplo debate nos movimentos de GLBTT, no movimento sindical, popular e da juventude brasileira, acerca do que aconteceu domingo passado na avenida Paulista. Vamos sim questionar a Associação como organizadora do evento. Vamos questioná-la politicamente e também juridicamente.

Da mesma forma vamos questionar o papel do Comando da Polícia Militar de São Paulo, que aceitou entusiasticamente cumprir o papel de jagunços de uma instituição privada, ao invés de zelar pelo interesse de todos.

E acreditamos que esta não é uma tarefa só da Conlutas. É também de todas as organizações combativas dos movimentos sindical, popular e estudantil; dos movimentos e organizações de GLBTT; de todos aqueles que defendem a liberdade de manifestação denunciem a repressão e o cerceamento político à Conlutas. Da mesma forma acreditamos ser tarefa de todos questionar a autoridade política da APOGLBT, que se declarou proprietária do Dia do Orgulho Gay, arvorando-se no direito de decidir quem participa ou não de uma manifestação que é mundialmente pública.

Não é legítimo, nem legal que uma ONG tenha o monopólio e privatize manifestações públicas contra a homofobia.

NÃO À HOMOFOBIA!
NÃO À INTOLERÂNCIA!
NÃO À REPRESSÃO!

PELA LIVRE MANIFESTAÇÃO!

TODOS QUE SENTEM O PESO DA OPRESSÃO DEVEM TER O DIREITO DE LUTAR CONTRA ELA!

São Paulo, 28 de maio de 2008
GT de GLBTT da Coordenação Nacional da CONLUTAS

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DOCUMENTOS:

Espelho do site da APOGLBT aqui.

Abaixo, os protocolos - prova do cumprimento de todas as exigências feitas pela APOGLBT
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- clique sobre as imagens para visualizar.

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UPDATING:
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A narração de uma testemunha - um depoimento pessoal de Helena Fontana: jornalista responsável pelo jornal Opinião Socialista.

Helena Fontana é socialista, feminista e bissexual. Nas horas vagas tenta dar uma força para que a literatura com temática lésbica avance. Ajudou a organizar o “Elas Contam”, um livro de contos com essa temática. Também ajuda a promover debates e a divulgar livros de várias autoras.

Para ler, clique aqui.

Postado por BF.

26.05.2008

[12:45:12]

O UNV ACOLHE, DENUNCIA E PROTESTA

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SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER…

QUANDO DIREITOS-DE FATO BATEM DE FRENTE COM INTERESSES NADA NOBRES

Associação da Parada do Orgulho GLBTT, prefeitura e governo de São Paulo: intolerância na comemoração do Orgulho Gay

Carro da Conlutas é impedido de participar do evento. Ativistas foram violentamente espancados e presos. Leia nota do grupo de trabalho de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transgêneros da Conlutas.

Lamentável e contraditoriamente, a intolerância política e a repressão foram exercidas com toda força na 12ª edição da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo neste domingo, 25 de maio. Sem nenhum motivo concreto e convincente, a organização da Parada, encabeçada pela Associação da Parada do Orgulho GLBT, proibiu o carro de som e, conseqüentemente, o Bloco da Conlutas, organizado pelo grupo de trabalho GLBTT da entidade – que organiza mais de 700 entidades dos movimentos sindical, estudantil, popular e, também, de mulheres, negros e GLBTT – de seguir pela Avenida Paulista.

Diante da indignação e da resistência dos ativistas, a Polícia Militar – a mando dos organizadores do evento, da Prefeitura e governo do Estado – partiu para a agressão. Com uma violência desproporcional, os policiais, comandados pelo major PM Pedro, espancaram os participantes. Uma militante do PSTU teve a mão quebrada. Outros tantos ficaram feridos em diferentes graus.

Quatro militantes foram presos: Zé Maria de Almeida, da Conlutas, Paulo Barela, dirigente sindical e servidor do IBGE, Altino Júnior, da Conlutas-SP e Reinaldo Chagas, estudante de História da fundação Santo André. Questionado pela imprensa sobre o motivo da prisão, o mesmo não soube responder.

O que aconteceu de fato

Ao contrário de certas versões divulgadas, o carro da Conlutas estava totalmente legalizado, o que, inclusive, fez com que, durante toda a semana, ele aparecesse, tanto no site da Associação quanto em toda a imprensa, como o 4º a sair pela Paulista.

Douglas Borges, responsável pelo GT-GLBTT da Conlutas e organizador do Bloco, contou que, no horário marcado, o carro estava no estacionamento e foi liberado pela vistoria, conforme constava no contrato assinado entre a entidade e a Associação da Parada. Já na avenida Paulista, novos impedimentos foram criados, como por exemplo, a exigência de uma corda de segurança que foi prontamente providenciada.

O último recurso da organização da Parada foi utilizar a força para proibir que o bloco se manifestasse. Após longo período de impasse e tentativas de negociação com a organização da parada, o carro foi retirado da avenida sob protestos e vaias. Os ativistas que estavam no chão, contudo, permaneceram no local. O carro que vinha atrás do Bloco da Conlutas recebeu ordem direta da PM para avançar, segundo presenciou uma repórter. Ao ver que os ativistas da Conlutas não deixavam a rua, a polícia iniciou a pancadaria.

Os policiais estavam armados com cacetetes, armas de fogo e de borracha e bombas de efeito moral. Os manifestantes, com suas bandeiras, palavras-de-ordem e indignação.

Zé Maria, da Coordenação Nacional da Conlutas, foi brutalmente espancado. Reinaldo recebeu um “mata-leão”, técnica de esganamento que pode levar à asfixia. Paulo Barela teve o olho esquerdo gravemente ferido. Altino também foi bastante espancado e ficou ferido. Todos foram levados à 78ª delegacia.

Censura e autoritarismo

As causas dessa arbitrariedade estão longe de serem meramente burocráticas. O que aconteceu neste domingo foi, vergonhosamente, um ato de censura política.

Em nota de divulgação do Bloco, anterior à Parada, a Conlutas dizia que seu objetivo era “rejeitar a mercantilização do movimento e as políticas demagógicas dos governos federal, estaduais e municipais, que longe de acabarem com a homofobia e a violência contra nós, a mascaram” e pedia o “fim de toda a violência que os GLBTs trabalhadores sofrem no seu dia-a-dia”. O manifesto ainda defendia que “é impossível acabar com toda a homofobia sob o capitalismo, porque o capitalismo é o reino da desigualdade, onde imperam e são fomentados todos os preconceitos para aumentar a exploração dos trabalhadores e dar lucro para os burgueses”.

Foram estas posições políticas que a Associação da Parada decidiu censurar e impedir de serem livremente expressas na Paulista.

Querem tirar o vermelho do Arco-Íris

O Bloco Classista, Independente e Combativo na Parada do Orgulho Gay de São Paulo, como estava sendo chamado, pretendia resgatar o espírito de luta contra a homofobia, não sendo apenas uma megafesta patrocinada por empresas.

A origem do Dia do Orgulho Gay vem sendo desvirtuada pela Associação da Parada do Orgulho GLBT que sistematicamente tenta impedir manifestações políticas durante o evento, esvaziando seu caráter reivindicatório e, conseqüentemente, transformando-o num evento submetido à lógica do mercado e atrelado aos governos e grandes empresas, incentivando, inclusive, a mercantilização da sexualidade.

Nesse sentido, o GT-GLBTT da Conlutas em seu manifesto já alertava para o fato de que “a política de ter lucro com uma parcela dos gays, através do ‘mercado rosa’, criando caríssimos guetos gays para gays e lésbicas da classe dominante, não resolvem o preconceito e a violência contra a maioria”. A data surgiu na revolta de gays, lésbicas e travestis de Stonewall contra a repressão policial, nos Estados Unidos e é assim que deve ser lembrada. O Dia do Orgulho GLBTT nasceu como um dia de luta. E, para nós do GT GLBTT da Conlutas, é assim que deve continuar. Há, ainda, muito para se lutar.

É inadmissível que num dia de luta contra a intolerância e o preconceito, a direção da Associação da Parada exerça uma atitude absolutamente intolerante, de veto político e de repressão aberta, apoiada na polícia, a um setor classista e socialista do movimento.

Proteste

Repudiamos o veto da direção da Associação da Parada do Orgulho GLBT de SP à Conlutas. Conclamamos todos que defendem a livre manifestação de idéias a todos, independentemente de diferenças políticas, a protestarem através de mensagens e moções para a Associação da Parada e ao governo do estado, com cópias para a Conlutas.

Leia na íntegra e saiba outros detalhes aqui, no site da Conlutas.

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UPDATING

O UNV, sempre fiel ao compromisso com os princípios democráticos, abre espaço para a versão - nota de esclarecimento - da APOGLBT sobre o veto ao Trio do Conlutas.

Veja AQUI a nota de esclarecimento da APOGLBT.

É direito de cada um tirar sua própria conclusão a respeito da ocorrência, porém o UNV reitera seu apoio e sua credibilidade à versão apresentada pelo Conlutas-até prova em contrário.

Postado por BF.

25.05.2008

[09:45:17]

ORIENTAÇÃO AFETIVO-SEXUAL NÃO É OPÇÃO

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Eqüidade

1 - apreciação, julgamento justo

1.1 - respeito à igualdade de direito de cada um, que independe da lei positiva, mas de um sentimento do que se considera justo, tendo em vista as causas e as intenções

Obs.: cf. justiça

2 - virtude de quem ou do que (atitude, comportamento, fato etc.) manifesta senso de justiça, imparcialidade, respeito à igualdade de direitos

Ex.: a e. de um juiz, a e. de um julgamento

3 - correção, lisura na maneira de proceder, julgar, opinar etc.; retidão, equanimidade, igualdade, imparcialidade

Etimologia
lat. aequìtas,átis ‘igualdade, eqüidade’; ver eqü- ou equ-; f.hist. sXV equydade, c1508 equidade, 1529 hiqujdade, 1567 ecquidade

Sinônimos
equidade, integridade, razão; ver tb. antonímia de contraposição

Antônimos
iniqüidade, injustiça; ver sinonímia de contraposição

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Após 30 anos de luta, movimento gay quer mais que só um dia de Parada

Matéria de hoje [25.05.2008] no Jornal O Estado de São Paulo

Leia na íntegra aqui.

(+)

O direito de ser, por Sonia Francine Gaspar Marmo

Postado por BF.