MAMÃES LÉS - I LOVE MY TWO MOMS

Lésbicas, mesmo antes de bancos de sêmen e inseminações artificiais, sempre engravidaram e foram mães. Ou por que as circunstâncias da vida as levam a se casar com homens e/ou engravidar deles, ou pedem a um amigo para fertilizá-las, ou porque adotam os filhos da companheira ou de terceiros… Butches também, vejam o exemplo da Cássia Eller. Igual a ela há milhares pelo mundo.
Casais de lésbicas que resolvem engravidar enfrentam questões extras além das comuns a qualquer futura mamãe: como conseguir o doador; perguntas indiscretas tipo “foi inseminação ou foi ‘no real’”?; a questão legal de não poder declarar as duas mães no registro de nascimento - apesar de já haver jurisprudência nesta questão; e mais toda sorte de situações de curiosidade e preconceito que vocês podem imaginar, dentro e fora das famílias.
Grávidas lésbicas geralmente deixam seus ginecologistas confusos quando lhes perguntam sobre o sexo na gravidez (quando essas tem coragem de perguntar, claro). Os mesmos médicos teriam 0% de hesitação em responder sobre os cuidados que um parceiro homem deve ter com sua parceira grávida.
Para quem acha um absurdo que um casal gay ou de lésbicas tenha o direito de ter filhos e duvida que possam criá-los propriamente, lembre-se que ser filho de um casal hetero não é nenhuma garantia de sanidade e moralidade… olhe a sua volta e leia os jornais.
E para os que também acreditam que casais gays ou de lésbicas irão “influenciar” seus filhos a “virarem” gays ou lésbicas…Well… A maioria - senão todos - os gays e lésbicas que nós conhecemos são filhos de pais heterossexuais e vêm de famílias bem “enquadradinhas”. Estes também não deveriam ter influenciado na heteroafetividade de seus filhos e filhas?
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Apesar da qualidade sofrível do vídeo, vale a pena assistir a abordagem feita pelo Globo Repórter desta semana sobre o assunto - link abaixo:
Globo Repórter: Adoção por casais gays
Exibido em: 09.05.2008
http://www.youtube.com/watch?v=V1VeE3sDIKI
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Enquanto isso, na sociedade heteronormativa…
Mais de 50 anos após a invenção de pílula anticoncepcional, quatro em cada dez gestações ocorridas no Brasil não foram planejadas, revela pesquisa Datafolha cujos resultados estão em reportagem de Antônio Gois, na edição de domingo (20.04.08) da Folha de S.Paulo (íntegra disponível para assinantes do UOL ou do jornal).
De acordo com a reportagem, embora a situação seja mais comum entre os jovens (56%) e entre os mais pobres (44%), dos que estão no topo da pirâmide social, 34% tiveram os filhos sem planejamento. E os percentuais seriam ainda maiores se fossem consideradas aquelas gestações que acabaram em aborto - elas não foram contabilizadas pela pesquisa.
O texto afirma que o Datafolha perguntou também a pais e mães: “Se pudesse voltar no tempo, você teria o mesmo número de filhos, mais, menos ou nenhum?” A maioria dos entrevistados (60%) afirmou que faria escolhas diferentes: 24% teriam menos filhos, 21% teriam mais e 15% não teriam filhos, segundo a Folha.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u393902.shtml
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Nota UNV: Salvo raras exceções, os filhos e filhas de casais homossexuais, em sua maioria, são planejados e muito desejados.
Todo o carinho do UNV para as mães lésbicas e suas companheiras, sem esquecer as mães de lésbicas que sabem compreender, respeitar e aceitar suas filhas exatamente como são.















































