03.10.2008

[12:59:20]

DIVERSIDADE SEXUAL E OS NOVOS PARADIGMAS SOCIAIS

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III Semana da Diversidade Sexual da Escola de Comunicação da UFRJ

“Diversidade sexual e os novos paradigmas sociais” é tema que atravessará os debates entre estudiosos, acadêmicos, lideranças e formadores de opinião na III Semana da Diversidade Sexual, realizada pelo Programa de Educação Tutorial da Escola de Comunicação da UFRJ. O evento será realizado nos dias 06, 07 e 08 de outubro de 2008, sempre das 14 h às 17 h, no Fórum de Ciência e Cultura do Campus da Praia Vermelha.


Mesmo numa sociedade em que a mídia parece ter ampla liberdade para falar de absolutamente tudo, o tema diversidade sexual continua sendo tratado como tabu. O conservadorismo, o pudor e principalmente a estigmatização que atravessam os discursos mais comuns sobre o assunto são exatamente aquilo que a Semana da Diversidade Sexual, agora em sua terceira versão, vem tentando transpor, com debates e discussões abertos sobre o tema. A desconstrução de estereótipos e imagens pré-estabelecidas pelo senso comum, além do olhar sobre a identidade que o discurso da diversidade sexual pode assumir daqui para frente, serão preocupações dos participantes do evento.

A tendência hoje é que a sociedade ocidental abandone as formas caricatas com que são representados os sexualmente diversos – gays, transexuais, praticantes de swing, prostitutas etc. – no imaginário popular. Portanto, o contraponto entre o discurso hegemônico propagador de estereótipos e a fala das pessoas representadas por eles é necessário. Mostrar diversos pontos de vista sobre o tema é uma das preocupações dos organizadores, que convidaram nomes como Cláudio Nascimento, coordenador-geral da Parada do Orgulho LGBT do Rio de Janeiro; Pedro Paulo Bicalho, vice-presidente do Conselho Regional de Psicologia da 5ª região; e Cristina Câmara, que atualmente desenvolve consultorias, por exemplo, para o Programa Nacional de DST/ AIDS do Ministério da Saúde. Dessa forma, o evento espera promover debates ricos em opiniões e pontos de vista.

A multiplicidade de alternativas e comportamentos sexuais e a pluralidade de vozes se mostram essenciais para que o discurso conservador naturalizado pela própria mídia não resulte como dominante, podendo ser contestado à medida que o conhecimento relativo a essa problemática seja compartilhado pela população. Contaremos com palestras e mesas redondas nas quais serão abordados assuntos de interesse da área de comunicação e de qualquer outra que se proponha a discutir as novas tendências sociais, sempre permeados pelo grande tema “diversidade sexual e novos paradigmas sociais”.

A III Semana da Diversidade Sexual da ECO/UFRJ foi levada à frente pelas mãos de Diego Cotta, Gustavo Barreto e Renata Saavedra, que coordenam a equipe de organização: Manuela Andreoni, Guilherme Romeo Tomaz e Tainá Revelles Vital.

A III Semana da Diversidade Sexual da ECO/UFRJ é uma realização do PET/ECO e conta com o patrocínio do Banco do Brasil e da Fundação Universitária José Bonifácio (FUJB) e com o apoio da Escola de Comunicação da UFRJ (ECO/UFRJ), do Fórum de Ciência e cultura, do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT e do site Em Dia com A Cidadania.

INSCRIÇÕES

As inscrições para a III Semana da Diversidade Sexual da UFRJ estarão abertas a partir do dia 19/09/2008 até o dia 05 de outubro de 2008. A inscrição será feita, neste período, exclusivamente por meio do email.

O Auditório Muniz Aragão, local do evento, tem a limitação de 100 lugares. O evento emitirá certificado de participação para aqueles que comparecerem a pelo menos dois dias de evento.

Para se inscrever, basta enviar um email para diversidadesexual@gmail.com com os seguintes dados:

1. Nome
2. Telefone
3. Email
4. Instituição/curso
5. Ocupação

PROGRAMAÇÃO

No primeiro dia, “Educação e Cultura: novos olhares” será o tema para as discussões relativas às políticas de formação da sociedade brasileira em suas diversas instâncias. As perspectivas e os paradigmas culturais serão analisados segundo a visão de antropólogos, sociólogos, pedagogos, educadores, gestores públicos e outros especialistas, com a contribuição igualmente importante de membros do movimento social LGBT.

No segundo dia, “A identidade de gênero e orientação sexual dentro da Saúde Pública” versará sobre as políticas adotadas no campo da saúde e os estigmas e conceitos que referenciam tais diretrizes.

No terceiro dia, o tema “Políticas Públicas” domina a primeira parte do debate. A segunda parte é reservada ao que chamaremos por hora de “I Fórum de Política de Inclusão Sexual e Identidade de Gênero da UFRJ”, com a tomada de decisões quanto ao funcionamento de uma estrutura de debates e orientações sobre este tema no âmbito da UFRJ.

MAIS INFORMAÇÕES

III Semana da Diversidade Sexual da Escola de Comunicação da UFRJ
Data: 06, 07 e 08 de outubro
Local: Fórum de Ciência e Cultura – campus da Praia Vermelha, UFRJ
Site: http://www.eco.ufrj.br/diversidade

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Fonte: http://www.consciencia.net

Postado por BF.

12.09.2008

[20:20:15]

DICA UNV DE TEATRO

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“O amor é o que é, seja para que gênero for.” (Rogério Harmitt)

O espetáculo Flores Brancas, texto inédito de João Fábio Cabral, reestréia no dia 16 de setembro, terça-feira, no Espaço Parlapatões, às 21 horas. A montagem - que tem direção conjunta de Fabiana Carlucci e Rogério Harmitt – narra a história entre duas mulheres que se conhecem casualmente numa estréia de teatro, quando Vitória (Luciana Caruso), sem querer, esbarra em Luisa (Zeza Mota) derrubando seu celular. Esse encontro inesperado desencadeia muito desejo e sedução, levando-as à descoberta de uma grande paixão.

Com muita delicadeza e sensibilidade Flores Brancas se propõe a falar do universo feminino, da paixão e do amor entre duas mulheres. A cidade de São Paulo é o pano de fundo dessa história onde seus destinos se cruzam. Diante da possibilidade de terem encontrado a pessoa certa para suas vidas, Vitória e Luisa sonham com o futuro e vivem uma incrível expectativa. Um misto de ansiedade, desejo, medo, muita sedução e sensualidade permeiam a narrativa e, enquanto passam os dias e as horas, cresce nelas um sentimento nobre.

Como seria um segundo encontro? As duas se comunicam por e-mails e deliciam-se em busca da conquista e da certeza. Vitória aceita o convite para jantar na casa de Luiza. Sorrisos e olhos brilham. A conversa flui e por trás de tudo isso um único desejo: a aproximação definitiva. Mas a timidez e o medo de arriscar as impedem de falar suas verdadeiras intenções. Como fazer? Por onde começar? Existe uma regra nesse caso? O texto se aprofunda, principalmente, nesse incômodo tão delicado, nesse momento de ar seco, denso e difícil de respirar, quando não há monitor nem teclado, apenas duas mulheres e a ânsia pelo verdadeiro amor.

Partindo de um texto naturalista, a direção de Fabiana Carlucci e Rogério Harmitt optou por uma linguagem direta e simples como é a história de amor contada. Trabalhando com delicadeza estética para abordar um tema que ainda é tabu (o relacionamento entre duas mulheres), a intenção da direção é construir esse tipo de ligação afetiva de um modo natural para que não haja choque moral ou vulgaridades desnecessárias. “O importante é a comunicação com a platéia. A idéia é de empatia instantânea, de reconhecimento imediato das situações e por isso não existem grandes teatralidades, não existem abstrações”, comentam. Cenário e figurinos acompanham essa escolha cênica.

Segundo o autor João Fábio Cabral, Flores Brancas nasceu do anseio em apresentar de maneira significativa a homossexualidade feminina, embora não seja uma obra exclusivamente homossexual. A relação das duas personagens existe como pano de fundo para uma história de amor, de paixão. O autor comenta: “É extremamente importante falar desse amor entre duas mulheres de forma natural, dentro de um contexto social. Não temos intenção de levantar bandeira, de apontar ou fazer julgamentos. Para nós, o mais relevante é observar o ser humano e suas angústias; os seus desejos e sonhos”.

O tema é tratado de forma delicada, sensível e respeitosa, sem deixar de refletir com naturalidade sobre as diversas formas de orientação sexual. A peça pretende mostrar que a homossexualidade é tão presente, tão digna e imperfeita como qualquer outra orientação sexual. Mostrar que não existe algo melhor ou pior, mas o ser humano e sua idiossincrasia. Para João Cabral, “descartar qualquer tipo de preconceito e estar atento à vida, independentemente de orientação sexual, pode ser uma grande ‘sacada’ para um mundo mais tolerante e justo”.

“Flores Brancas fala de liberdade.” (Fabiana Carlucci)
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Espaço Parlapatões - www.parlapatoes.com.br
Praça Franklin Roosevelt, 158 - SP - Centro/SP - Telefone: (11) 3258-4449
Temporada: terças-feiras - às 21 horas - Até 26/10/08
Ingressos: R$ 30,00 – Duração: 60 min – Censura: 18 anos - Comédia romântica
96 lugares. Acesso universal - Ar condicionado. Bilheteira: de 3ª a domingo das 16h às 22 horas.
Ingressos antecipados: www.ingressorapido.com.br ou pelo telefone: (11) 4003-1212
Realização e produção: Mamberti Produções

Assessoria de imprensa:
ELIANE VERBENA

Tel: (11) 3079-4915 / 9373-0181
verbena@verbena.com.br

Postado por BF.

10.09.2008

[11:47:26]

HOMOCULTURA

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Exposições no MAC-USP abordam homocultura

O Museu de Arte Contemporânea (MAC-USP) abre a partir desta quarta-feira (10) ao público duas exposições relacionadas à homocultura. As mostras, “Colección Visible: Histórias de Amor” e “Pesquisas do Olhar Homocultural”, são eventos paralelos ao 4º Congresso da Associação Brasileira de Estudos da Homocultura (ABEH), que ocorre de terça a sexta-feira (12) na Universidade de São Paulo.

“Colección Visible” mostra cerca de 90 obras de 19 artistas de diferentes países que abordam temas como amor, desejo e homocultura. Com curadoria do espanhol Pablo Peinado, a mostra exibe colagens, pinturas, fotografias, desenhos, gravuras e charges. Entre os artistas da mostra estão os espanhóis Juan Hidalgo, Eduardo Arroyo e Guillermo Pérez-Villalta.

Já “Pesquisas do Olhar Homocultural” tem fotografias do brasileiro Pedro Stephan e do escocês radicado no Brasil Barry Wolfe. Stephan exibe série fotográfica intitulada “Entre Amigos e Amores”, que apresenta espaços de convivência homossexual no Rio de Janeiro. A mostra foi exibida entre março e abril deste ano na capital fluminense.

As duas exposições ficam em cartaz até 19 de outubro no MAC. O Congresso da ABEH reúne ainda em sua programação debates e palestras abordando história e cultura homossexuais.

Para saber a programação completa, consulte o sife oficial do evento:

www.abeh2008.org.br

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“COLECCIÓN VISIBLE” E “PESQUISAS DO OLHAR HOMOCULTURAL”

Quando: de 10/9 a 19/10.
De terça-feira a domingo das 10h às 18h

Onde: MAC-USP (Pavilhão Ciccilllo Matarazzo, 3º piso, Prédio Bienal, Universidade de São Paulo.

Tel.: 0/xx/11 5573-9932)

Quanto: entrada gratuita

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Fonte: http://diversao.uol.com.br/ultnot/2008/09/09/ult4326u1077.jhtm

Postado por BF.