23.06.2008

[00:00:14]

OFF TOPIC: O QUE EU REALMENTE FALEI A JORNALISTA DO G1

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Recebi uma ligação na manhã de quarta-feira, dia 11 de junho. A pessoa se apresentou como Claudia Loureiro, jornalista do portal G1. Queria saber a minha opinião sobre a mudança na sigla GLBT para LGBT - A única resolução da 1ª Conferência GLBT, ocorrida há poucos dias em Brasília, de que se tem notícia até o momento. Queria saber também a minha opinião sobre a proibição de doação de sangue pelos GLBTs por parte da Anvisa.

Fui pega de surpresa, pois, apesar de ser uma pessoa antenada nas notícias, a tal resolução sobre a mudança de sigla ainda não fazia parte de minhas atualizações. Mesmo assim, tentando entender o assunto e também aproveitar a oportunidade de falar para um publico maior, tentei passar minha idéia pessoal sobre os assuntos pautados. Para tal, acabei discorrendo sobre outras idéias, até mesmo para amparar melhor as minhas opiniões.

Falei sobre a fragmentação da “comunidade” lésbica em geral e sobre a falta de integração entre militância e “comunidade”.

Falei que não concordava com o fato de se misturar na mesma panela causas feministas e causas lésbicas. Apesar de serem causas com muitas coisas em comum - pois mulheres todas somos - eu não achava salutar levantar bandeiras de causas como, por exemplo, o aborto, estigmatizando ainda mais uma classe já tão estigmatizada.

Sobre a sigla GLBT, disse que nem a própria “comunidade” se entedia com ela, pois bastava se observar alguns poucos sites/blogs e etc., para se constatar as mais diversas variações da mesma. E que se era pra fazer, de fato, uma coisa inclusiva, na sigla também deveria constar o “I” de intersexos*. E que pelo andar da carruagem da diversidade, em pouco tempo teríamos todo alfabeto como sigla. Tipo aquela vitamina, aquela que vai de A a Zinco.

Disse sim que achava uma bobagem colocar o “L” na frente do “G”. Até porque, não creio que essa seja uma maneira de dar mais visibilidade às lésbicas como estão dizendo por aí, já que visibilidade não se faz com letrinhas mas sim com atitudes, o que aliás falta, e falta muito, entre as lésbicas.

Também comentei sobre o trabalho e confusão que por certo implicaria, por conta de mudar a posição de uma letra, mudar também o nome de tantas e tantas entidades e organizações, com assento inclusive em organismos internacionais.

Lembrei também que, além de toda essa confusão, e falta de orientação e unidade, muitos GLBTTIs ainda se referiam erradamente à sua orientação sexual com termos como “homossexualismo” e “opção”.

Que esse tipo de reivindicação, de mudança da ordem das letras da sigla, revelava mais uma estratégia utilizada pelo movimento feminista, de valorização das mulheres por meio de “tecnicalidades” com pouco conteúdo, do que uma atitude efetiva para dar força, representatividade e voz ao movimento das lésbicas.

Enfim, acho que acabei por cometer o “pecado” de tentar colocar muito conteúdo em pouco espaço ou fornecer muita informação para pouco tempo. Me esqueci que “tempo” não é uma dimensão válida para a imprensa e que tudo é feito “pra ontem”.

Assim, me vi inadequadamente surpresa diante das distorções, mudanças e descontextualizações que minhas palavras sofreram ao serem atabalhoadamente re-arranjadas no texto da jornalista, o que, sem dúvida gera muitos mal-entendidos e acaba por não expressar realmente o que penso e prego.

Quem me conhece, conhece meu trabalho, sabe como zelo pela clareza e exatidão de idéias e palavras. Por tudo isso, não poderia deixar de fazer esse esclarecimento e tentar colocar as minhas idéias nos seus devidos lugares.

ENTREVISTAS NUNCA MAIS!

*Intersexual é a pessoa que nasceu fisicamente entre (inter) o sexo masculino e o feminino, tendo parcial ou completamente desenvolvidos ambos os órgãos sexuais, ou um predominando sobre o outro.

Postado por BF.

22.06.2008

[22:16:00]

DIVERSIDADE SEXUAL, AFETO E DESEJO

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De uma maneira geral, a expressão da sexualidade fica reduzida a um coito, a uma relação sexual, não levando em conta outros aspectos, às vezes até nem ligados aos órgãos genitais, que são tão ou mais importantes que isso.

Essa supervalorização da sexualidade apenas circunscrita aos órgãos sexuais é percebida nas várias disfunções sexuais, de desejo, prazer, disfunções eréteis e ausência de orgasmo.

Geralmente, nossas crenças diversas, tais como nosso comportamento diante da vida, preconceitos e valores morais, desejos de felicidade e prazer, muitas vezes idealizados, nos levam a procurar no parceiro a segurança confortável, sem questionamentos ou dúvidas.

Mas como não há mentira que dure para sempre, principalmente quando mentimos para nós mesmos, é só prestarmos atenção, tentarmos nos ver lá no “escurinho” da alma e perceber que nas entrelinhas surgem sensações de espanto e desconforto quando nos deparamos desejando coisas e pessoas que se encontram fora do script.

Não raro desqualificamos, abandonamos ou agredimos verbal ou fisicamente aquilo que meramente não compreendemos na medida em que somos fruto do meio, e o meio, por mais que lutemos, tem uma força enorme nas nossas vidas.

A intolerância com que o mundo lida com as diversidades sexuais é diretamente proporcional à intolerância que reservamos aos nossos próprios desejos quando esses não correspondem à imagem que fazemos da nossa vida “hollywoodiana”, certinha como um filme.

Na teoria, a liberdade é um sentimento que todos nós perseguimos, mas na prática só conseguimos quando temos coragem de viver em harmonia com o que sentimos, pois quando foge do padrão somos invadidos por um vendaval não de vento, mas de culpas, sentindo-nos imorais ou doentes.

Imoral é a sociedade que não valoriza o afeto e o desejo na construção de uma relação afetiva. Heteros, homos, bi e trans são, antes de tudo, pessoas desejosas, todas elas, de expressar o amor.

Compreender essa diversidade significa exercer a sexualidade com respeito pela própria natureza e pela dos outros.

© Márcia Atik

Márcia Atik: psicóloga clínica, conferencista, com especialização em Sexualidade, Terapia de Família e Casal. É membro do Centro de Estudos e Pesquisas do Comportamento e Sexualidade (CEPCOS).

Postado por BF.

17.04.2008

[17:47:20]

ENTRANDO NA BRINCADEIRA - SEGUNDA CHAMADA

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Se 8 é bom 16 pode ser melhor ainda!

O UNV resolveu fazer uma segunda convocação. Outro grupo, outros focos, outros desejos.

Diversidade é isso ai!

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Tal como no post abaixo, o jogo consiste em elaborar uma lista com oito coisas que vocês gostariam de fazer antes de morrer e, em seguida, indicar outros oito blogueiros para dar continuidade à brincadeira e assim sucessivamente.

E os novos convocados são:

Queer Girls - http://queergirls.blogspot.com

Sampa: Velozcidade! - http://sampavelox.blogspot.com

Tempus Blogandi (Duca)
- http://tempusblogandi.blogspot.com

A Vida Secreta - http://www.avidasecreta.com

Hipermoderna (Danusia) - http://hipermoderna.net

Mude (Edson Marques) - http://mude.blogspot.com

Eyes On The Pride (Grace) - http://eyesonthepride.blogspot.com

As Vossas Vizinhas - http://asvossasvizinhas.blogspot.com

Postado por BF.

16.04.2008

[23:49:22]

ENTRANDO NA BRINCADEIRA

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A Urban do Eroticidades convocou o PD do Pequenos Delitos que convocou o Uva Na Vulva para um jogo que consiste em elaborar uma lista com oito coisas que eu gostaria de fazer antes de morrer. Eis a minha lista:

1. Ganhar sozinha a mega-sena acumuladíssima. Conseqüentemente:

2. Executar meu mega-projeto de construir “a terra encantada das fantasias eróticas”: a “uvanavulvaland”;

3. Me tornar acionista majoritária da Doc Johnson, a maior e melhor fabricante de produtos eróticos do mundo;

4. Contatos de 1º, 2º, 3º… etc… graus com a Jolie (a original, claro);

5. Contratar a kd lang para cantar especialmente para mim;

6. Ter um mega-iate para poder sair pelo mundo, de porto em porto, saboreando as delícias locais (entendam “delicias” como quiserem);

7. Passar uma semana numa ilha deserta e paradisíaca, eu, o PD-”meumestre” - e mais 14 mulheres - gostosas, cultas, inteligentes e “totally” interessantes e liberadas;

8. Me apaixonar perdidamente e voltar de lá muito bem acompanhada.
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E não “canto pra subir” enquanto não realizar todos, um por um!!

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Faz parte do jogo indicar oito blogueiros para dar continuidade à brincadeira. Meus convidados são:
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Na Ponta dos Dedos - http://napontadosdedos.wordpress.com

Madeu St’Ore - http://www.frenesielucidez.blogger.com.br/index.html

Lésbica: Simples Ou Com Gelo? - http://lesbicasimples.blogspot.com

a funda São - http://afundasao.blogspot.com

Caralhaquatro - http://caralhaquatro.blogspot.com

O Sexo É Natural (Anani) - http://osexoenatural.blogspot.com

Sexo Sem Nexo (Insaciável) - http://sexosemnexopt.blogspot.com

Superblog da Bárbara - http://www.superblogdabarbara.globolog.com.br

Postado por BF.

24.02.2008

[15:27:48]

UNV DIVULGAÇÃO

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Título da Exposição: Amor no Feminino - a homoafetividade em cores sobre tela

Sobre a exposição:

A exposição Amor no Feminino é uma leitura artística da homoafetividade feminina em duas coleções de pinturas abstratas compostas por formas geométricas.

A coleção Flores retrata os relacionamentos entre mulheres seus encontros e suas rupturas, dúvidas e medos, bem como a alegria e momentos íntimos.

A coleção Bichos faz uma alusão a bandeira do movimento LGBT através das cores utilizadas para compor os animais, insetos, e figuras pré-históricas.

Sobre a Artista:

Déia Moro, artista lésbica e autodidata que desenvolve trabalhos de artes plásticas, literatura e composições musicais de forma intuitiva, sensível e feminina.

Local: Teatro Gamboa Nova – Salvador - BA
Galeria Jayme Figura – em dias de espetáculo

Quando: de 05 de Março à 01 de Abril de 2008

ENTRADA FRANCA!!

Postado por BF.