19.08.2008

[20:54:21]

DICA L2L

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Eis que surge uma nova editora de livros no mercado, a Editora Malagueta.

Além da pimenta no nome, essa tem um diferencial bem marcante: é a primeira editora brasileira inteiramente dedicada às mulheres que amam mulheres.

Fundada por um grupo de lésbicas cansadas de não terem o que ler, a Malagueta vai publicar obras em que a homossexualidade feminina seja vista de forma natural, declarada e sem preconceito. Nada de subterfúgios, personagens indecisas, suicídios no final da história ou toda aquela parafernália discriminatória que em nossa cultura costuma acompanhar as minorias sexuais.

As histórias terão lésbicas como protagonistas e falarão abertamente da experiência de amar outra mulher. E tocar a vida em frente, em aventuras e mistérios e descobertas.

A primeira obra a ser lançada pela editora é Guardiãs da Magia, de Lúcia Facco, autora também de Lado B e As heroínas saem do armário.

Nessa fantasia ambientada na antigüidade, Lúcia explora o momento em que a sociedade teria começado a se tornar patriarcal, reagindo ao poder que até então era das mulheres de curar e fazer magia.

O lançamento vai acontecer no dia 30 de agosto em comemoração ao Dia da Visibilidade Lésbica - que para o Uva é hoje, 19 de agosto -, na Rato de Livraria, em São Paulo, a partir das 17 horas, com bate-papo com a autora e leitura de trechos por atrizes convidadas.

A Editora Malagueta é um empreendimento coletivo mas está sob a direção de Laura Bacellar, que já foi a responsável pela fundação das Edições GLS.

Lançamento:

As Guardiãs da Magia, de Lúcia Facco

Sábado, dia 30 de agosto de 2008, a partir das 17 horas na Rato de Livraria

Rua do Paraíso, 790, próximo ao metrô Paraíso, São Paulo - SP

Fone: 3569-7882

Postado por BF.

18.08.2008

[15:27:08]

SER GAY NÃO É OPÇÃO E PONTO

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“Ser gay não é opção”

“A única opção que temos é assumir o desejo por alguém do mesmo sexo ou ter uma vida paralela”

Frase de Bruno Chateaubriand

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O direito de ser

… e de andar, amar, conviver…

A idéia é garantir os direitos de TODO MUNDO e pronto.

Direitos iguais para pessoas diferentes.

Porque direito não tem exceção.

Se tiver, nós estamos ferrados.

(E antes que alguém venha com o papo de “direitos humanos para humanos direitos”, lembro que o direito a um julgamento justo e à pena correta também está incluído na lista. Impunidade não é direito de ninguém. Abuso de poder também não. Se existe lei para todos, é para todos e pronto. Inclusive quem tem o dever institucional de zelar por ela).

Todos temos o direito a um meio ambiente saudável, a educação e trabalho, a moradia digna e lazer. Temos o direito de praticar esporte e desfrutar de arte e cultura. Direitos que estão longe de serem garantidos para todo mundo (porque não são poucos os que falham com seus deveres. Meio ambiente saudável, por exemplo, é obrigação de todos…)

Mas tem gente que não consegue usufruir dos direitos individuais (tão exaltados nestes nossos dias!) mais básicos. Gente a quem é negado o direito de simplesmente ser o que é. Sem causar mal a ninguém, sem agredir ninguém. A quem se diz que “ser o que é” é feio, é vergonha, é proibido. É escandaloso, é imoral, é aberração.

Ser gay, lésbica, bissexual não é uma “escolha” (porque às vezes, com a melhor das intenções, alguém defende o direito a essa “opção”). É uma descoberta. Por isso a gente tem usado a expressão “orientação sexual”. E também não é só sexo – é afeto, sentimento, emoção.

Penso nas pessoas por quem já me apaixonei nessa vida. Eu não escolhi. Não olhei para um cara e pensei: “Aquele ali – vou gostar daquele!”. Não tenho nenhuma explicação racional de por que gostei do Roberto e não do Gilberto, o irmão dele. Por que do Wagner e não da Silvia, a irmã dele. Fui para casa pensando “nele” (vários “eles” ao longo da vida…), lembrando de tudo o que eu tinha dito (será que eu mandei bem ou pareci uma tonta?), do que ele tinha dito, ansiosa pelo próximo encontro, antes do qual me olhei no espelho para ver se estava com cara boa… E mesmo com toda essa bandeira, ainda leva um tempo pra cair a ficha: “Putz… Eu tô a fim dele?!!”. A gente descobre a paixão, o amor, o desejo. Não escolhe.

É cruel dizer a uma pessoa que ela não tem o direito de amar e sentir desejo por outra só porque é do mesmo sexo. Com que direito a gente faz isso?

Não é preciso “aprovar” a homossexualidade. Se a sua interpretação da ordem divina afirma que não é “certo”, não é “natural”, ok. Seria desejável entender e aceitar, mas pode ser difícil, muito difícil para alguns. De toda maneira, é imperativo respeitar. Respeitar toda pessoa, independentemente dela ser ou não como eu acho que ela deveria ser – discreta ou escandalosa, pudica ou o contrário, homo, hetero, bi, trans… Tem um monte de gente que anda por aí – homens e mulheres hetero… – com roupas que eu não gosto, fazendo trejeitos que me irritam, tanto quanto eu certamente irrito outras pessoas com meu jeito. Em outras épocas, podia valer a lei do mais forte, o faroeste, o salve-se quem puder. Neste mundo civilizado, precisamos conviver com pessoas diversas e aceitar a diversidade. Os outros também têm de “agüentar” a gente…

Editado a partir do original publicado no Blog da Soninha.

Sonia Francine Gaspar Marmo, a Soninha: heterosexual, 40, vereadora (licenciada) de São Paulo e candidata a prefeita do Município de São Paulo pelo PPS. Soninha também é colunista da Folha de S.Paulo.

Postado por BF.

30.07.2008

[12:36:29]

CLITÓRIS OU CLÍTORIS? (PARTE I)

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Não é apenas o nome das partes da genitália feminina que é desconhecido. Falar sobre a anatomia da mulher continua um tabu

Até mesmo Charlotte, uma das personagens modernas de Sex and the city, admitiu em um dos episódios da série que não conhecia bem suas partes íntimas ou, melhor dizendo – e adotando logo um caminho libertário –, sua vagina. Essa peculiar dificuldade feminina é também retratada no texto Os monólogos da vagina, de Eve Ensler, adaptado e dirigido no Brasil por Miguel Falabella. O que a autora registrou informalmente como conversa solitária poderia muito bem ter inspirado a pesquisa Os diálogos da vagina, realizada sob o patrocínio da Organon. O laboratório, no entanto, queria mesmo era medir a resistência das mulheres a adotar o Nuvaring, um anel vaginal contraceptivo com menos efeitos colaterais que a pílula, lançado no Brasil no início do ano passado. Mas tanto a comicidade do palco quanto o método científico comprovaram a mesma tese: a liberação sexual não habilitou a mulher a explorar e conhecer as particularidades de seu próprio corpo. Nem a referir-se a elas sem pudores.

Percepção – A pesquisa, divulgada no XVII Congresso da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia – Figo 2003, realizado em Santiago, no Chile, foi feita nos Estados Unidos com 1.117 mulheres de 18 a 44 anos, de várias etnias. O estudo examinou a percepção que as mulheres têm de sua vagina e a atitude em relação a ela. Apesar de 75% delas acharem que as mulheres, hoje, são capazes de falar a palavra vagina de forma mais livre, 47% consideram que qualquer discussão sobre ela deve ser feita de forma privada. Ainda assim, 35% se sentem desconfortáveis em fazer isso. Quase a metade das entrevistadas – 46% – acha que o órgão genital feminino é a parte do corpo sobre a qual elas têm menos informação e 24% não se sentem à vontade para tocá-lo. Sem falar que 49% nunca fizeram um exame pessoal da região.

O conceito feminino da vagina também deixa muito a desejar. Apenas 36% das mulheres ouvidas no estudo a descrevem positivamente, enquanto, ao serem perguntadas sobre como @s parceir@s se refeririam à parte íntima delas, 79% mencionam palavras de valorização. Segundo 37% delas, seus/suas parceir@s a qualificariam de sexy e para 24%, de bonita (apenas 9% delas usariam os mesmos termos). “Somos induzidas a pensar que a vagina é algo sujo, feio e pouco agradável. A sociedade vende a idéia de que temos que estar sempre ‘secas e frescas’ ou ‘cheirando a rosas’. As mulheres têm que se sentir bem com o odor natural”, defende a sexóloga belga Goedele Liekens, autora do livro 69 perguntas sobre sexo e a responsável por apresentar a pesquisa no congresso.

A especialista também considera um absurdo que a ditadura da beleza tenha chegado aos genitais. “Muitas mulheres querem fazer plástica nos grandes lábios porque se comparam a modelos que aparecem nas revistas masculinas. Elas não se dão conta de que a maioria dessas imagens é alterada por computador”, afirma ela. Goedele conhece bem o poder da mídia. Antes de sexóloga, foi Miss Bélgica e por muito tempo apresentou programas de televisão em seu país e na Holanda. Mãe de duas meninas, ela afirma que a mudança de conceitos deve começar em casa. “Ainda há mulheres liberadas, cheias de piercing e tatuadas, que não conseguem desenhar uma vagina. A menina deve aprender a conhecer seu corpo”, diz ela.

Liberal – À primeira vista, pode parecer que o resultado do estudo não se aplica à realidade nacional, mas o mais provável é que no País a descontração seja apenas um rótulo, quando a questão é a sexualidade feminina. “A mulher brasileira é mais liberal na expressão, mostra o corpo, se solta socialmente, mas na intimidade continua retraída. Ainda não cresceu eroticamente. A maioria não se toca, não se masturba e fantasia pouco”, diz Gerson Lopes, presidente da Comissão Nacional de Sexologia da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Um levantamento feito pelo Projeto Sexualidade da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo com mulheres de todo o Brasil dá conta de que 43% delas relatam alguma queixa sexual, ou seja, não se sentem satisfeitas com a sua vida na cama. Para melhorar esse quadro, uma boa medida, como sugerem a sexóloga belga e as amigas liberadas de Charlotte, pode ser uma lição de anatomia na frente do espelho. E também (por que não?) uma breve consulta ao dicionário para tirar a dúvida de fonética que embaraça até mesmo os ginecologistas: clítoris ou clitóris? Quem tentar vai ver que a ordem dos acentos não altera a importância da descoberta.

Fonte: Texto de Rita Moraes, para a ISTOÉ Online © 2004 Editora Três

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Intrometida que só, Senhorita D.V. não poderia deixar de dar seu pitaco… então…

Com a palavra, Srtª D.V.:

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O clitóris dela não precisa de acento, mas precisa inchar na minha boca.

Quando ela se arreganha para MIM, seu sexo se esfregando em MIM, fazendo pulsar, molhando minha boca, eu entendo o que é o paraíso.

Quero ela desonesta, mundana, vadia, gozando, sendo a MULHER que ela deseja, na minha boca, no meu corpo, quero assistir filmes pornôs, beber licor, ler contos obscenos, ver pintos, bucetas, tudo junto DELA.

Quero ela delirando, rebolando, enlouquecida vivendo SUA natureza, na minha cama, no meu chão, no meu corpo.

Quero arrebentar minha calcinha e enfiar a boca macia dela em MIM.

Quero ela suando, gemendo, se esfregando em cima de MIM.

Meu sexo inchado dolorido.

Puxa meu clitóris, morde, manipula, bate uma punheta deliciosa no meu corpo.

Usa.
e
Abusa.

Sensual, erótico, extremo, delicioso.

Sacia mesmo, LIBERTA.

Me dá TEU clitóris, que te dou MINHA alma.

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Postado por BF.