26.08.2008

[15:53:01]

REVIVAL: LIBIDINOSA

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Ela provoca. Sabe que pode, sabe que é atraente, que traz em si um certo mistério, uma sedução inata, uma sensualidade fluida. Ela transpira desejo; parece frase feita, mas descreve-a com perfeição. Ela se move lentamente, despejando sua libido, derramando sua sedução sacana, transbordando. Como alguém que ouve música onde não há, que dança sem querer. O jogo dos quadris hipnotiza, o jeito como prende de repente uma mexa do cabelo que cai, um jeito com que leva o dedo aos lábios, os lábios entreabertos num sorriso sem vergonha, carregado de intenções, boas, más e terceiras. Os olhos têm um certo brilho sexual, uma cara safada de quem quer. Ela quer… Sua auto-confiança intimida, cala e atrai. Caminha calma e certeira em tua direção. Pára perto o suficiente para criar um certo campo magnético, aquela proximidade infernal em que é possível sentir a respiração, o calor, mas ainda não a pele. A expectativa da pele paralisa. Ela toda paralisa. Ela te deixa tensa, uma tensão que contrai, que prepara para o embate. Ela pergunta alguma coisa, você não sabe o quê. Prestou atenção demais na voz, na respiração que sai da sua boca com a pronúncia das palavras, para entender o que ela disse. A voz entra pelo teu ouvido e percorre o corpo todo, se infiltra sob a pele, sai pelos poros, aumenta a tensão. Perdida você não sabe o que dizer, presa na armadilha infalível daquela mulher, não enxerga a saída, não quer sair… Entrar. Entrar. Entrar. Ela repete o que quer que seja e chega mais perto. Esbarra sem querer o lábio úmido no teu pescoço. O cabelo roça tua face pálida. Ela ri. Sacana, ela ri. Sabe o efeito que causa. Segura teu braço displicente, vira o rosto e ri sonoro. Ela sabe que domina, que atrai, que amarra. Aquela risada irrita, mas aumenta o tesão, o desejo de possuir aquela mulher desinibida, convencida, confiante. Quem ela pensa que é? Você agarra aquela cintura despudorada, cola o corpo dela no teu e olha fundo nos olhos dela: “Você vai ser minha, entendeu?”. Ela de repente respira ofegante, parece insegura, parece ainda mais linda, tua. Você passa os dedos pelo pescoço dela, sobe pela nuca, pára os dedos entre os cabelos. Traz ela para mais perto. Presa. Morde o lábio dela, lambe provocativamente com a mesma fúria com que deseja lambê-la toda. Invade, toma posse, se apodera. É tua essa mulher.

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Postado por BF.

17.08.2008

[15:17:07]

MULHERES E SEUS SENTIDOS - *TATO*

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Mulheres que se erotizam pelo tato: *TOQUE-ME*

Pegue-a pelas mãos, sente-a numa cadeira, sirva uma taça de licor de cacau misturado com licor de cassis e calda de chocolate.

Olhe bem no fundo dos olhos dela, beije seu pescoço, desça a língua, tire a roupinha dela, mas a deixe de lingerie. Aperte, friccione, passe o narizinho pelo seu colo e barriga, sopre seu umbigo. Volte a boca úmida para o colo, aperte seu corpo no dela.

Densamente.
Arranhe suas pernas, chegue com as mãos até perto da vulva. Não toque a VULVA.
Aperte os quadris e, sempre que possível, olhe no fundo dos olhos dela.

Não beije sua boca. Deixe-a sedenta, estremecendo.
Mãos no quadril, olhos nos olhos.
Apalpe a vulva dela ainda com a calcinha.
Simule. Sempre faça quase tudo.
Deixe-a sentindo, imaginando e pedindo.
Morda delicadamente a vulva dela ainda com a calcinha e depois, imediatamente, a beije.
Beije-a em línguas e umidades, sinta o gemido, a tremida do corpo cedendo…
O restante a gente fecha a porta e faz.

Mulheres mais táteis enlouqueceriam com toques parecidos e MELHORES que estes…

Texto Srtª D.V. © UVA NA VULVA 2008

Postado por BF.

14.08.2008

[20:29:17]

IN COMPLETUDE

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Todas as zonas erógenas e emocionais do corpo humano devem ser exploradas, tocadas, acariciadas, abraçadas, beijadas e lambidas — religiosamente. Delicadamente. Sensualmente. Amorosamente. Mas isso só acontece com quem já é livre e sabe amar de verdade. Com quem é puro, inocente e feminino em suas relações de amor.

Pena que os preconceituosos e os presidiários da moral fiquem de fora. E acabem desperdiçando para sempre esse potencial maravilhoso da sua vida. Por isso mesmo — e infelizmente — são seres incompletos. Imperfeitos.

© Edson Marques

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