Revival: Quimica

Entre químicas e micos, quem nunca se engasgou com um pentelho na garganta?
Entre poesias e assuntos politicamente corretos, quem nunca levou um fora sem saber nem daonde veio?
Ou deu uma pisada na bola daquelas de chorar…
É….
Se sou ou não uma química believer, não sei, só sei que das mulheres que tive cheguei a apenas uma conclusão: Cada buceta é um universo a parte, misterioso, instigante, cuja descoberta pode começar por qualquer parte do corpo.

Cada mulher tem um universo paralelo, uma loucura particular, com ou sem pentelhos…
Com ou sem dildo, strap-on, bolas tailandesas, esponjas vibratórias…
Cada mergulho em cada universo é um prazer de prazer e aprendizado, seja a piscina (ou a buceta, ou o coração) rasa ou não.

Da alma que se conjuga nesses encontros, às vezes sobra pedaços, às vezes sobra integridade, mas sempre, sempre, fica a esperança, a espera e um reencontro com outra mulher, outro universo (ou não).

Tem mulheres que riem demais – adoro isso – e outras que não param de reclamar – acho tão divertido, outras sensuais, outras mais intelectuais, selvagens (o cheiro é bom demais), meigas (ai, tem que se tomar cuidado com seus coraçõezinhos suscetíveis demais).

Só sei que os encontros acontecem, às vezes despertados por uma mão bonita, um olhar diferente, ou uma atitude (lembro de me apaixonar por ver a linda criatura andar no meio da chuva a passeio, sem guarda-chuva, sem correr, sem brincar, divagando, desligada), e assim era na cama também, calma e translúcida, sabia saborear.

E, e, e, e…

Ah, deixa pra depois…

© Texto by Cristiane Mayer

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